Corpo de ex-presidiário passará por nova necropsia

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José Augusto quando foi preso e apresentado à imprensa (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Os familiares ficaram impossibilitados de sepultar o corpo do ex-presidiário José Augusto Aureliano Batista, morto durante cumprimento de mandado de prisão em Poço Verde. Policiais federais chegaram à residência no momento em que o grupo preparava o cortejo para seguir para o cemitério e recolheram o corpo, que agora ficará sob a guarda de peritos de Brasília, segundo informações da assessoria de comunicação do Departamento de Polícia Federal de Sergipe. A assessoria informou ainda que haverá uma nova necropsia para avaliar se houve troca de tiros ou execução.

Os familiares de José Augusto Aureliano Batista estão acusando a polícia de ter executado o ex-presidiário no momento em que estavam cumprindo o mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário contra o acusado pela morte de um adolescente, assassinado dentro de uma ambulância no município de Poço Verde. O ex-presidiário morreu na madrugada desta quarta-feira, 15, em ação da polícia civil realizada em Poço Verde para prendê-lo novamente. José Augusto já foi preso  no ano passado no município de Paragominas, no Estado do Pará, acusado de integrar um suposto grupo de extermínio.

De acordo com a sobrinha de José Augusto, que se identificou apenas como Lita, os policiais chegaram truculentos para fazer a prisão do acusado. “Eles invadiram a casa, derrubaram o portão. Quebraram tudo, ainda levaram os celulares que tinham”, acusa a sobrinha.

Lita completou dizendo que José Augusto pediu que não atirassem, pois ele estava na presença da filha e da esposa. "Ele estava com a filha no colo. A polícia não quis saber e eles deram um tiro nas costas dele. Não deu tempo nenhum de reagir. É uma barbaridade. A esposa dele levou um tiro também. Tiraram a vida de um inocente”, conta.

SSP

O Portal Infonet tentou ouvir a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), mas não obteve êxtio. Em entrevista concedida anteriormente ao Portal Infonet, a assessoria de comunicação da SSP explicou que o acusado teria reagido à prisão disparando tiros.  A assessoria informou ainda que o acusado estaria portando uma pistola TT 100 ponto 40, de uso restrito das forças policiais. A arma foi apreendida, segundo a SSP, com munição deflagrada e que estaria com a numeração raspada.

O Portal Infonet também tentou ouvir a Polícia Federal em Brasília, mas também não conseguiu êxito. O Portal Infonet permance à disposição das instituições. Informações podem ser enviadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 8000.

Por Helena Sader e Verlane Estácio

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