Cosil celebra 40 anos com Martinho da Vila

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“Oh ! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais! / Que amor, que sonhos, que flores,/ Naquelas tardes fagueiras,/ À sombra das bananeiras,/ Debaixo dos laranjais!”. Carismiro de Abreu e seu poema, “Meus oito anos”, serviram para ilustrar a vida de José Carlos Silva, fundador da Construtora Cosil.

 

Assim começou a festa de encerramento das comemorações dos 40 anos de fundação da construtora. Regada a muita emoção, a festa contou com a participação da família Silva e da matriarca, que no alto de seus 90 anos, conseguiu acompanhar o evento com muito fôlego.

 

Uma peça de teatro, Martinho da Vila, um coquetel, trovadores, exposição de arte. Tudo isso em uma só noite. Os cerca de 1,3 mil convidados não tiveram do que reclamar, pelo menos não no quesito arte. “Desde o dia 18, quando completamos os 40 anos, que eu venho tendo uma série de emoções pelas comemorações e eventos. Meu cardiologista até está aqui, mas eu estou mostrando a ele que ainda vou resistir muito”, brincou Carlos, rindo.

 

José Carlos
A HISTÓRIA – José Carlos Silva nasceu padeiro e se tornou engenheiro. Quando criança, ajudou o seu pai a colocar a mão na massa na padaria da família. Juntamente com seus irmãos, conseguiu construir uma história de sucesso no Estado. Vindo de uma família numerosa, com 15 irmãos, ao todo, Albino Silva foi o fundador da rádio Liberdade AM e Reginaldo Silva da Clínica Renascença.

 

Seus estudos foram incentivados por sua mãe, Carmem Oliveira Silva, que nunca deixou que o filho abandonasse a escola para se dedicar exclusivamente ao comércio. A partir daí começa uma história de sucesso que culminou na noite de hoje com um grande evento. Depois de 40 anos, a empresa Cosil, de propriedade de José Carlos, é uma das maiores do ramo, graças ao incentivo de toda a família.

 

De melhor aluno na disciplina matemática, no colégio Jackson Figueiredo, ele chega à aprovação no vestibular em segundo lugar, na universidade de Campina Grande. Para se manter,ele chegou a trabalhar como estagiário do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), em Recife.

 

O sonho de montar a construtora Cosil começa a tomar forma em 18 de agosto de 1965, quando o empresário registra o empreendimento na Junta Comercial de Aracaju. O primeiro prédio construído foi um ginásio e seis salas de aula do Colégio Presidente Castelo Branco. Em uma estratégia de coragem, ele abandona sua vaga em um órgão público, em Salvador, para se dedicar exclusivamente à Cosil.

 

Inicialmente, a Cosil se resumia a uma sala, um fusca e a José Carlos, que tinha que assumir diversas funções dentro da empresa. Trabalhando mais de 14 horas por dia, ele ainda enfrentou por mais seis anos um trajeto de ida e volta entre a capital sergipana e Maceió. Em 1991, a Cosil vira grupo, inaugura o Delmar Hotel e investe na criação de duas rádios FMs.

 

Carlos lembra a importância dos funcionários para o crescimento da empresa, a quem ele se refere carinhosamente como ‘colaboradores’. “Decidimos que o método ‘trabalho porque ganho e pago porque trabalham’ não seria utilizado pela nossa empresa. Não existe empresa sem colaborador nem colaborador sem empresa”, explica ele.

 

O restante é puro sucesso: com cerca de 30 anos de atuação, a empresa chega a São Paulo. A transição foi feita com a ajuda de Carlos José Menezes Silva, filho do empresário, que morava em São Paulo, onde cursava Engenharia Civil. Lá, foram lançados três edifícios de uma só vez, todos com 23 pavimentos, andar térreo e dois subsolos.

 

Depois de São Paulo, a empresa partiu para Vitória, no Espírito Santo. Lá, deve ser implantada mais uma filial após um estudo comparativo feito com outros Estados, entre eles a Bahia e o Rio de Janeiro. “A nossa pretensão é de atuar nos Estados de maior expressão”, diz.

 

AS COMEMORAÇÕES – A festa começou hoje à noite, às 20 horas. Inicialmente, os convidados foram acenados a participarem de uma recepção no foyer do Teatro. Dois trovadores começaram a ‘cantar’ a vida de Silva, falando de suas conquistas profissionais e da lição de coragem do empresário.

 

Mas a festa começou exatamente no dia 18 de agosto, quando o grupo reuniu cerca de 400 pessoas em uma missa de Ação de Graças realizada na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Orlando Dantas. Depois disso, foi iniciada a apresentação de um coral de crianças e um café da manhã. Uma gincana entre os funcionários completou o tom de alegra da comemoração.

 

A atração mais esperada, porém, se deu na noite de hoje, no teatro Tobias Barreto. Martinho da Vila cantou para um público estimado de 1,3 mil convidados, entre clientes, funcionários, amigos e autoridades. O cantor reuniu músicas de seu novo show a outros sucessos mais antigos.

 

A HOMENAGEM – Quando subiu ao palco, José Carlos era só emoções. Antes de tudo, dois atores encenaram uma peça contando toda a trajetória de vida do empresário da Cosil. Logo depois, um vídeo institucional falou sobre a empresa e ainda reuniu os filhos do proprietário, cada um em seus respectivos cargos dentro da construtora.

 

“Meus filhos só têm me dado alegria até hoje”, lembrou o engenheiro, acrescentando que seus netos também têm sido a razão de várias celebrações em sua vida. Depois, ele agradeceu aos diversos amigos que vieram de lugares distantes do Brasil só para assistirem ao show e, em seguida, aproveitou para falar sobre os colegas de classe de faculdade, que também estavam presentes.

 

Assim foi a noite de festa da Cosil. Uma união agradável entre arte, música e lembranças. Logo depois, um coquetel foi servido aos convidados no Centro de Convenções de Sergipe, encerrando com chave de ouro o evento. Na noite de 31 de agosto de 2005, Sergipe parabenizou a Cosil.

Por Wilame Amorim Lima
Da Redação do Portal InfoNet

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