Criança é baleada na residência da tia no São Conrado

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Marcas no local onde criança foi baleada (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Um garoto de apenas cinco anos foi atingido com um tiro na cabeça e está internado no Centro Cirúrgico do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) em estado considerado grave. O episódio foi registrado na noite desta quinta-feira, 6, dentro da residência da tia da vítima, na rua Q, do bairro São Conrado, em Aracaju. “Eu estava amamentando meu filho quando ouvi o barulho do tiro e saí correndo e vi ele [a criança] caída já com o tiro na cabeça”, desabafa a dona de casa Tainá Laís Lima Santos, 20, tia da vítima, que reside no imóvel onde aconteceu a tragédia.

Ela suspeita de bala perdida, mas ainda não identificou vestígios nas paredes da cozinha, onde o episódio foi registrado. De acordo com informações da dona de casa, no local havia apenas a criança sentada à mesa, se preparando para o jantar, e o marido dela, o pedreiro Gervázio Rodrigues da Luz, conhecido como Netinho, que preparava o mingau do próprio filho, uma criança de apenas um mês de idade que se encontrava nos braços da mãe, na sala do mesmo imóvel. “Não sei como aconteceu”, resumiu. “Eu estava amamentando minha filha aguardando o gogó que meu marido estava fazendo quando ouvi o tiro”, lembra.

Tainá: sem arma em casa

A vizinhança levantou suspeita na possibilidade do tiro ter sido disparado por Netinho, que saiu correndo da casa e até o momento não foi localizado. “Ele saiu correndo de casa, chorando, muito nervoso porque todo mundo começou a dizer que tinha sido ele que tinha disparado o tiro”, conta Tainá. “Mas aqui não tinha arma nenhuma”, complementa, levantando a suspeita de “bala perdida”.

O garoto foi socorrido pela própria família que o encaminhou para o Hospital de Urgência de Sergipe. De acordo com a assessoria do hospital, o estado de saúde da vítima é considerado grave. A criança permanece internada no Centro Cirúrgico na perspectiva de ser transferida para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrica daquela unidade de saúde.

Por Cássia Santana

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