Crizzan: familiares descobrem novos fatos do crime

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Familiares clamam por justiça em frente ao Fórum Gumersindo Bessa (Foto: Arquivo Portal Infonet)  

Continua nesta sexta-feira, 6, o julgamento dos três réus acusados de assassinar o ajudante de pedreiro Crizzan Cruz Santos, 21, enterrado vivo no canteiro de obras de um posto de saúde do bairro Suíssa, em Aracaju. A delegada Juliana Alcoforado e policiais civis da sua equipe, responsáveis pela investigação do caso na época, prestaram depoimento como testemunhas na tarde da quinta-feira, 5, e trouxeram novos detalhes circunstanciais do crime para o júri e familiares.

O avô da vítima, Antônio Batista, acredita que todo o processo está se caminhando para o que a família há tanto tempo clama: justiça. “Os depoimentos acrescentaram coisas que não sabíamos ainda. O Crizzan não foi amarrado pelos pés, e sim pelos joelhos. Ele foi caminhando para a própria cova com o Nailton [um dos réus] segurando seu braço”, afirma. “Mas estamos sentindo que haverá justiça. Os depoimentos da delegada e policiais foram importantes”, declarou.

Os acusados são Nailton Vitório Santos [pedreiro da obra], Carlos Ruan Andrade Vieira [vigia] e Edinaldo Andrade, o encarregado. Dos três acusados, Edinaldo é o único que responde processo em liberdade graças ao mecanismo jurídico habeas corpus. Ele esteve perante a juíza nesta sexta-feira, 6, pela manhã, e assistiu a mais um depoimento de uma das testemunhas de acusação – também pedreiro da obra. Em um desses depoimentos, a família tomou conhecimento de que Crizzan foi atingido com uma paulada na cabeça antes de ser enterrado.

Avô da vítima vê processo caminhando para penalização dos réus 

A sessão do júri continua ocorrendo no Fórum Gumersindo Bessa e ainda não há previsão de término. Os familiares, muitos do município de Estância, continuam acompanhando o julgamento na expectativa de justiça.

Por Ícaro Novaes

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