CUT cobra providências contra abertura do comércio em Sergipe

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PMA flagrou lojas abertas na capital (Foto: André Moreira)

A Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) ingressou com uma denúncia no Ministério Público de Sergipe diante da notícia de que hoje os lojistas do comércio de Aracaju estão abrindo as empresas desrespeitando o isolamento social definido pelo decreto sanitário do governo do Estado e Prefeitura de Aracaju.

Com o comércio fechado, Sergipe alcança hoje a marca de mais de 6 mil sergipanos infectados e 142 óbitos por Covid-19. Com a abertura do comércio, na visão da CUT, a tendência é que o vírus de espalhe causando um número bem superior de mortes e adoecimentos.
“Solicitamos providência urgente. Os patrões estão colocando a vida dos trabalhadores do comércio em risco e da população consumidora também. Se os casos de Covid-19 só aumentam, então é preciso reforçar o isolamento da população”, destacou Roberto.
Para a CUT/SE, a taxa de ocupação das UTIs em Sergipe, que é alta, é um alerta para a proximidade de um colapso no sistema de saúde no Estado. “Não restam evidências de que a abertura do comércio de Aracaju e em todo o Sergipe neste momento é uma atitude irresponsável e irá causar o adoecimento e morte de comerciantes, seus familiares e aumentar os tristes índices de Covid-19 como um todo no Estado”, afirmou o presidente da CUT/SE.

Fiscalização 

A Prefeitura de Aracaju divulgou que realizou mais uma fiscalização no Centro Comercial na última sexta-feira, 29, m parceria com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e com a Polícia Militar de Sergipe, para averiguar o cumprimento das medidas emergenciais previstas nos decretos do governo do estado e do município, para enfrentamento à Covid-19.

A constatação de aglomerações na região resultou em uma abordagem mais incisiva, como explica o secretário da Defesa Social e da Cidadania, Luís Fernando Almeida. “As operações de hoje foram mais duras. Nós fizemos autuações e multamos estabelecimentos que permaneciam abertos indevidamente. Infelizmente, daqui em diante será dessa forma. Não gostaríamos que fosse assim, preferíamos que as pessoas se conscientizassem”, declarou.

 

Com informações da CUT/SE  e da PMA

 

 

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