Análises do Tribunal de Contas da União apontam que os consumidores brasileiros pagam R$ 1 bilhão a mais por ano pela energia elétrica devido a um erro no cálculo das tarifas aplicadas nas contas de luz. A falha se repete desde 2002, quando, por pressão das concessionárias de energia elétrica e em face da crise econômica, o governo federal resolveu conceder reajuste tarifário sobre a demanda atrelada ao dólar, que naquela época estava em alta. “Muito provavelmente, Sergipe não está de fora. Temos a Energisa e a Sulgipe que devem estar entre as concessionárias que fizeram a cobrança ilegal nas tarifas de energia desde 2002. É isso que queremos que o Ministério Público Federal investigue, e sendo comprovada a cobrança indevida, que os sergipanos sejam ressarcidos ou que recebam créditos para abater nas tarifas futuras, e que o valor atual a tarifa seja revisto”, afirmou o presidente da CUT/SE, Rubens Marques de Sousa, o Dudu. Cartilha Ainda de acordo com o sindicalista, a CUT/SE vai estar elaborando uma cartilha para mostrar à população, de forma detalhada, todos os encargos que os trabalhadores pagam nas várias tarifas existentes, de energia, telefonia, água etc. “Os encargos são muitos e nem todo mundo sabe bem o que está pagando nas tarifas. Paga pela obrigação de pagar, porque senão a concessionária vem e corta, mas muitas vezes ele é lesado e nem sabe. Por isso, vamos estar elaborando essa cartilha para ajudar as pessoas a atender exatamente o que estão pagando”, disse Dudu.
Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe estiveram esta quarta-feira, 28, pela manhã, no Ministério Público Federal, onde protocolaram ação requerendo do MPF que busque saber se os consumidores sergipanos também foram lesados com a cobrança indevida, nas contas de energia elétrica, sobre reajuste tarifário aplicados de 2002 até hoje. Integrantes do CUT compareceram ao MPF
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