Defeso do caranguejo uçá segue até abril

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Começou nesta segunda, 12, e segue até sábado, 17, a primeira fase do período de defeso do caranguejo uçá no estado de Sergipe e em outros locais de predominância do crustáceo, como Maranhão e Pará. Poderão comercializar a iguaria apenas os estabelecimentos que declararam previamente seus estoques no Ibama.

O defeso é dividido em três períodos de duas fases cada. O primeiro acontece em janeiro (de 12 a 17 de janeiro e de 27 a 1º de fevereiro); o segundo ocorre em fevereiro (10 a 15 de fevereiro e26 a 3 de março); o terceiro vem no mês subseqüente (12 a 17 de março e 27 a 1º de abril). Ele existe para garantir o ciclo reprodutivo da espécie.

Durante os dias de fiscalização efetiva, ninguém poderá comprar e/ou negociar o caranguejo. Quem for flagrado em alguma destas ações poderá receber uma multa que pode chegar a R$ 100 mil, dependendo da quantidade de crustáceos. O presidente em exercício do Ibama/SE, Elvaldo Alves, julga os intervalos de tempo curtos, justificando que não haverá grandes prejuízos aos comerciantes.

Comerciantes confirmam

Quem vende caranguejo confirma a tese do representante do Ibama. Os feirantes dizem que hoje em dia já existe preparação para o período do defeso, e as vendas não sofrem forte queda. “Fica no mesmo ritmo do resto do ano”, diz Suzy, que comercializa o animal há cinco anos.

 A mesma opinião tem os donos de bares de Aracaju que tem a iguaria em seus cardápios. Em casos excepcionais de muita demanda, os empresários importam caranguejo de regiões que tem maior escala de produção, como o Maranhão. Nos restaurantes o crustáceo custa uma média de R$ 3, casado. Já no mercado central, a corda com meia dúzia sai pelo preço de R$ 5.

Por Glauco Vinícius e Raquel Almeida

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