Delegado fica surpreso com moção de vereadores

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Cledson Ferreira: "Todos conhecem a minha conduta" (Foto: Portal Infonet)

O delegado de Canindé do São Francisco, Cledson Ferreira afirmou nesta quinta-feira, 28, ter ficado surpreso com a aprovação de uma Moção de Repúdio pelos vereadores do município contra a sua pessoa. Muito tranqüilo, ele disse que sua relação com o Poder Legislativo é baseada no respeito assim como trata a comunidade local. Ele vem recebendo apoio da população e dos comerciantes.

Segundo Cledson Ferreira, um professor foi preso por estar dando carona a uma pessoa que não usava capacete e por desacato a autoridade. “Conversei com ele normalmente mostrando que ele estava colocando em risco a vida de terceiros e que de acordo com o artigo 132 ele teria de pagar a fiança, mas ele se negou. Deixei-o de 13h30 até às 16h30 sentado fora da cela, até pelo fato de ser um professor. Pedi que ligasse para alguém conhecido e ele se negando. O tempo inteiro eu o tratei com respeito, o contrário do que ele fez, telefonando na minha frente para uma autoridade judicial dizendo que estava preso arbitrariamente”, ressalta o delegado.

Ele disse que a sua relação com os vereadores de Canindé é na base do respeito assim como faz com a população. “Trato a todos com respeito, do cidadão mais humilde ao mais abastado e naquele dia eu teria uma reunião com uma comissão de vereadores para tratarmos de assuntos ligados à comunidade, quando o vereador Panka abriu a minha sala querendo interferir na prisão do professor, dizendo para eu o soltar para ir em busca de dinheiro para pagar a fiança. Isso não existe. Eu disse ao vereador que aguardasse que depois conversaria com ele e que o assunto do professor eu tratava. Ele não gostou, se retirou com os outros, não esperou a reunião, depois pagou a fiança do rapaz”, relata Cledosn Ferreira.

Desapontado

O delegado lamenta o fato de assim como a comunidade de Canindé do São Francisco, os demais vereadores que aprovaram a moção, não tenham antes conversado com ele. “Todos conhecem a minha conduta em Canindé, em nenhum momento eu agi fora da lei, não houve qualquer abuso de autoridade. Lamento que os demais vereadores que não estavam na delegacia tenham aprovado uma moção contra a minha pessoa, sem antes me procurar para saber o que realmente aconteceu. Esperamos que fatos desta natureza não venham a ser repetidos, em que autoridades tentem interferir no trabalho sério da polícia”, enfatiza.

O titular da Delegacia de Canindé do São Francisco garantiu estar com a consciência tranqüila. “Quem me conhece sabe que desenvolvo o meu trabalho com muita tranqüilidade e educação e nunca desrespeitei qualquer cidadão ou autoridade que precise dos meus serviços. Na ocasião, eu só quis mostrar ao vereador Pank que na delegacia eu administrava, assim como ele podia fazer em seu gabinete na Câmara, onde eu jamais iria interferir, assim como não vi motivos para qualquer interferência no trabalho policial. Defendo que o diálogo deve existir nas boas relações e sou grato às pessoas que foram solidários a minha pessoa, assim como os comerciantes que não aceitaram assinar qualquer documento de repúdio”, finaliza.

Por Aldaci de Souza 

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