“Delegado foi transferido por retaliação”, diz Adepol

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Kássio Viana diz que tranferência foi retaliação(Foto: Arquivo Portal Infonet)
Na semana passada o Portal Infonet noticiou a briga na Assembléia Legislativa por conta da criação de cargos para delegados de polícia. O fato foi amplamente discutido nos veículos de comunicação e pode ter custado a transferência de um delegado que é membro da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Estado de Sergipe (Adepol). Isso é o que observa o presidente da Adepol, Kássio Viana. Ele explicou à equipe do Portal Infonet que após pedir permissão à superintendência para se pronunciar sobre a criação dos cargos, o delegado Leogenes Bispo Corrêa foi transferido para o município de Japoatã.

“A gente não gosta de fazer balburdia, não precisa confusão para um assunto que pode ser resolvido. Na semana passada nós fomos à Assembléia Legislativa e o deputado Francisco Gualberto disse que não teria chegado nenhum projeto. Fomos à secretaria de governo conversar com Bosco Mendonça, e Emannuel disse que havia uma proposta da SSP para a criação de vagas”, relata o presidente da Adepol, destacando que há, sim, necessidade de concurso público para delegados.

Fernando Melo afirma que transferência em nada tem a ver com polêmica  
“Na verdade a história do projeto existia, porque temos um déficit muito grande. São pouquíssimos policiais civis, principalmente no interior. E aí, por conta dessa notícia, Antônio Moraes disse que teria recebido a informação do delegado Leogenes”, diz Kássio Viana, enfatizando que Leogenes enviou e-mail para a superintendência pedindo permissão para se pronunciar sobre o assunto.

“Ele foi autorizado a se pronunciar, mas antes de falar recebeu um email da escrivã da Copci comunicando sobre a transferência para Japoatã, coincidiu com a fase de manifestação. Então, entendemos que foi uma decisão de retaliação”, observa o presidente da Adepol, criticando a forma como o email foi encaminhado.

“Reconheço que a escrivã cumpre ordem, mas a questão não está sendo tratada de forma adequada porque os assuntos relacionados aos delegados têm que ser tratados com os delegados. Mais uma vez quero ressaltar que não é nada contra a escrivã”, lembra o delegado, enfatizando que Leogenes está passando por várias sessões de fisioterapia e que a transferência para pode atrapalhar o tratamento.

SSP

O coordenador das Delegacias do Interior Fernando Melo rebateu a todos os pronunciamentos feitos pela Adepol. Segundo ele a transferência do delegado não tem nada a ver com a polêmica da criação de cargos para delegados.

Fernando Melo ressaltou que estão querendo dar um cunho político a uma situação que estava sendo resolvida para que o delegado fosse beneficiado. “O delegado estava de prestando serviço apenas de plantão, mas não posso me dar ao luxo de ter um delegado apenas como plantonista, pois tenho seis delegados afastados no interior por licença e mulheres por licença maternidade”, explica.

Fernando pontua que por conta do tratamento de fisioterapia, foi escolhido um município até 100 km da capital e o delegado contará com um motorista para ir a voltar ao trabalho. “Essa transferência já estava pronta desde a semana passada”, ressalta.

Sobre a questão do e-mail enviado pela escrivã, Fernando Melo é taxativo ao explicar que tudo ocorre por ordem dele e que não existe tempo hábil para enviar e-mail para todos.    

Projeto

Sobre a criação dos cargos, o presidente da Adepol deixa claro que encaminhou e-mail para o governador Marcelo Déda com bases estatísticas e dando sugestões da categoria. “A única posição da Adepol é que qualquer mudança nos procure, sente e ouça a categoria até mesmo antes de criar o projeto”, salienta.

Por Kátia Susanna

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