Delegados fazem mobilização contra o governo

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Delegados fazem mobilização contra falta de negociação com o governo Foto: Portal Infonet
“Sem o trabalho dos delegados de polícia o Governo não tem discurso para a segurança pública”, o desabafo é do presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), Kássio Viana. Na manhã desta quinta-feira, 11, delegados da capital e interior do Estado estiveram mobilizados na Delegacia Plantonista para tentar negociar com o governo o reajuste para a categoria.

De acordo com o presidente da Adepol os delegados estão tentando conversar com o governo, mas a falta de resposta está causando revolta. “O que causa perplexidade e revolta é que a gente não recebe resposta nenhuma. Já enviamos ofício e e-mail, mas nenhum sinal de negociação foi apresentado”, reclama Kássio, salientando que no final da manhã desta quinta-feira, 11, terá uma reunião com o líder do governo na Assembléia Legislativa (AL), deputado Francisco Gualberto, para tentar expor as reivindicações.

Segundo Kássio Viana a categoria reivindica reajuste de 20%, pagamento do triênio, incorporação de gratificação por curso, criação da promoção automática e os 5% de recuperação salarial que não beneficiou a categoria em 2008. “Elogios para a gente é bom, mas o governo não consegue

O presidente da Adepol, Kássio Viana Foto: Portal Infonet
animar a turma com elogios”, critica.

Segundo dados da Adepol, em 2007 o salário do delegado sergipano ocupava o ranking do 5º maior do País, seguido do 1º do nordeste. Atualmente esse número caiu para 16º do Brasil e 6ª do nordeste. “Tem delegado recebendo menos que policial, enquanto os agentes, escrivães e policiais ocupam o 2ª lugar no Brasil”, diz Kássio.

Paralisação

O presidente da Adepol deixa claro que o movimento vai acontecer de forma gradativa. Segundo Kássio cerca de 80 delegados estão reunidos para avaliar a manifestação. “Só vamos atender as lavraturas de ato de prisão em flagrantes. Não vamos parar porque temos responsabilidades. Por isso, as investigações sobre o crime organizado e latrocínios continuam”, lembra.

Por Kátia Susanna

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