Demolição de casas na Barra segue indefinida

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Representantes discutem detalhes da derrubada (Foto: Portal Infonet)
Na tarde desta quinta-feira, 5, uma audiência no auditório do Ministério Público do Trabalho reuniu diversos órgãos para tratar da demolição de cerca de 400 casas na região do Jatobá e nas invasões da Portelinha; invasão do Canal do Guaxinin; Atalainha e Suvaco do Cão, no município da Barra dos Coqueiros. Na ocasião foram abordados detalhes de como será a ação de derrubada e a participação de cada órgão. Ainda não há uma definição da data da operação, mas uma nova audiência deve acontecer em 30 dias.

No Jatobá serão cerca de 400 casas demolidas, mas 19 moradores entraram com uma ação e a demolição dessas residências está suspensa. A Prefeitura da Barra se comprometeu ainda a cadastrar os moradores de baixa renda da região.

Com relação às invasões, na última segunda-feira, 2, a Prefeitura da Barra dos Coqueiros apresentou uma proposta para a construção de 560 unidades residenciais para abrigar as famílias que ocupam irregularmente as áreas. Para isso, o prefeito Gilson dos Anjos pede um prazo de até um ano para a demolição.

A Advocacia Geral da União (AGU) está solicitando reintegração de posse de toda a área de preservação ambiental da União que contenha invasões na Barra dos Coqueiros. De acordo com o advogado da AGU, José Ricardo Brito, é importante que os moradores fiquem atentos. “Eu aconselho que os proprietários das casas retirem seu pertences, porque as casas serão derrubadas”, alerta.

Estiveram presentes na audiência representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Federal, Marinha, Exército, Codevasf, MPF, Ibama, SPU, DNIT, Prefeitura da Barra dos Coqueiros, entre outros.

Por Bruno Antunes

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