DENARC realiza busca em uma residência errada no Bugio

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Mandado de busca e apreensão expedido com outro número de casa
Na manhã dessa quinta-feira, 8, uma operação realizada pelo Departamento de Narcóticos (DENARC), resultou em uma equivocada ação policial.

O fato aconteceu porque policiais confundiram o endereço do mandado de busca, que estava expedido para o endereço localizado na Rua do Mero, 709, bairro Bugio. A ação equivocada dos policiais levou a equipe para a residência de Ana Selma, que fica na Rua do Mero 697, no mesmo bairro.

Segundo a moradora, a ação aconteceu por volta das 5h, quando cinco policias arrombaram o portão da sua casa e adentraram na residência a procura de drogas e de alguém conhecido como ‘Fala’. “Acordei com uma baque na frente da casa, aí levantei para olhar. De repente os policiais já estava aqui dentro gritando e mandando todo mundo descer”, conta Tatiane, filha de Ana Selma.

Um dos quartos revirados pelos policiais do DENARC

No momento da ação, os moradores estavam dormindo e apenas a idosa, mãe de Ana Selma, que não quis ser identificada, havia saído para participar de uma novena, que acontecia próximo à residência.

“Foi Nossa Senhora de Fátima que não deixou minha mãe presenciar uma coisa dessa. Ela sofre do coração, não dorme direito e costuma ficar sentada atrás da porta que eles arrombaram”, comentou, emocionada, Ana Selma.

“Foi uma garnde humilhação”, diz familiar

Para Reginaldo Carmo, sobrinho da dona da casa e que também estava presente no momento da operação, essa ação uma grande humilhação para a família. “Somos pessoas descentes, nunca fizemos nada de errado. Foi um absurdo eles invadirem nossa casa, obrigarem as mulheres que estavam só de calcinha e camiseta descerem e encostarem na parede como se fossem marginais”, conta Reginaldo.

Residência que foi invadida por engano
Em uma ação que durou cerca de 1h15, Tatiane conta que toda a casa foi revirada e os vidros da janela quebrados. “Até dentro da geladeira eles olharam, abriram tudo sem dar uma satisfação. Mandavam a gente ficar calada e descer. Só quero saber quem vai pagar o prejuízo” questionou.

Ana Selma ainda afirma que ao colocar as pessoas encostadas na parede, o policial olhou para o número da casa e percebeu que se tratava de um engano. “Quando ele olhou para cima, viu o número. Só então ele me permitiu sair para buscar minha mãe na igreja, pois estava com medo dela chegar sozinha e se assustar. Quando voltei eles já tinham ido embora” contou Ana.

Segundo o delegado Flávio Albuquerque, que comandou a operação junto com a delegada Eliete Maria, houve um erro no planejamento. “Houve um equívoco no levantamento da ação. A equipe que executa não é a mesma que faz o levantamento das informações anteriores, muito embora tivesse dados para não executar o mandato. Vamos abrir um inquérito para apurar o que aconteceu”, explicou o delegado.

Vidro da porta que foi quebrado pelos policiais.

Flávio explica que a polícia precisa agir com rapidez para que o suspeito seja pego de surpresa. “Não podemos dar tempo para o suspeito se desfazer das provas, como foi o caso do policial militar, que ao entrarmos na sua casa, encontramos fortes indícios de que ele tenha jogado alguma droga dentro do vaso sanitário e tenha dado descarga”, exemplifica Flávio a respeito da atitude dos policiais ao cumprir o mandato de busca.

 

Por Alcione Martins e Kátia Susanna

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