Denúncias contra postos de lavagem também em Aracaju

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Irregularidades levam à interdição de postos em todo o Estado (Fotos Arquivo Infonet)
O fechamento de 16 postos de lavagem de veículos na última segunda-feira, 11, no município de Lagarto traz à tona as diversas denúncias de irregularidades registradas na Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) em Aracaju. São procedimentos administrativos que após audiências, se não houver entendimento, poderão desencadear ações civis públicas.

No MPE, existem cinco procedimento administrativos em andamento contra postos de lavagem de veículos funcionando de maneira irregular na capital sergipana. São estabelecimentos abertos sem a liberação do alvará de funcionamento e inscrição junto a Administração Estadual de Meio Ambiente (Adema). Para se ter uma idéia, entre os procedimentos há um em que foi aberto um desses postos de lavagem sem a menor estrutura ocupando um espaço público

Poluição de rios é uma das principais preocupações
(praça) no conjunto Inácio Barbosa.

Para funcionar, esses estabelecimentos precisam antes de tudo solicitar a licença ambiental na Adema e a licença de operação de atividades nas prefeituras. Desde que a documentação esteja correta, a liberação do alvará não é demorada. Na Adema, a informação é de que as adequações nos estabelecimentos estão sendo feitas. Muitas vezes, as licenças de operação de atividades são liberadas pelas prefeituras mesmo sem que hajam as adequações necessárias e com isso as denúncias estão chegando com mais intensidade ao Ministério Público Estadual em vários municípios.

“Já conseguimos uma revolução em relação às padarias, com a mudança do uso de lenha para gás, passamos para as cerâmicas e vamos iniciar os trabalhos de

Genival Nunes, superintendente da Adema
adequação junto aos postos de lavagem de veículos em todo o Estado”, conta o superintendente da Adema, Genival Nunes.

Poluição

O principal problema detectado nos postos de lavagem de veículos passa principalmente pela falta de um espécie de dique, utilizado com a finalidade de reservatório visando separar a água do óleo. Como nem todos os postos de lavagem possuem o equipamento, o resultado são resíduos oleosos e graxosos sendo despejados nas ruas e com isso, levados aos chamados cursos hídricos e lençóis freáticos.

“Entre os diversos erros encontrados nesses locais, a mistura do óleo com a água, acaba voltando para os rios e isso não acontece apenas na cidade de Lagarto, não é um fato isolado. Os municípios não poderiam liberar as licenças de funcionamentos dos postos, sem as condições adequadas”, entende Genival.

Lagarto

Quanto à interdição dos 16 postos de lavagem de combustíveis [estavam despejando água suja e resíduos nos rios e nascentes] em Lagarto, atendendo a uma decisão do MPE por meio do promotor Antônio Leite em se tratando da falta de licença ambiental, a situação está sendo regularizada na Adema.

Na tarde desta quarta-feira, 13, o superintendente da Administração Estadual do Meio Ambiente, Genival Nunes se reuniu com um engenheiro contratado pelos proprietários dos estabelecimentos em Lagarto, para discutir como a licença ambiental poderá ser solicitada.

Gastos

De um lado a preocupação com o meio ambiente e do outro, dos proprietários que garantem ter que desembolsar em torno de R$ 5 mil para adequar os postos de lavagem de veículos com a instalação de caixas para separar a água suja do óleo. “Eu espero que essa situação seja resolvida logo, pois a prefeitura liberou, nós montamos os postos e agora estamos no prejuízo e ainda pensando em como conseguir dinheiro para fazer as adequações”, lamenta o dono de um dos postos que foram interditados.

Por Aldaci de Souza

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