Denúncias de cooperados instala crise na Coopetaju

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Agamenom, Geovane e Vilma: denúncias
O presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Aracaju (Coopetaju), Jona Alves, rebate as denúncias feitas por membros da associação que o valor das passagens não estaria sendo devidamente repassado. “Ele tem uma dívida conosco em torno de R$ 150 mil”, diz Agamenom Sobral, um dos membros. “Tenho tudo documentado e posso provar”, desmente o presidente.

Ao lado dos companheiros Geovane e Vilma Dias, Agamenom soltou o verbo e abriu o leque de irregularidades na empresa que transporta mais de 10 mil sergipanos por semana. “Há meses não se apresenta um balancete a nós, o dinheiro vai direto para as mãos do presidente e a gente fica atolado em dívidas e agüentando perseguição”, revela.

Bens adquiridos

Geovane Dias diz que a cooperativa lhe deve em torno de R$ 12 mil. “A gente procura [o presidente] e ele alega que não tem dinheiro”, fala. “Tenho minha família para sustentar, funcionários para pagar, manutenção de veículo… Não dá para ficar assim”, completa a esposa dele, Vilma.

Segundo Agamenom, Jona teria adquirido bens no último ano que não condizem com o que ele fala. “Ele está construindo uma mansão na [avenida] Melício Machado, que só o terreno custou R$ 400 mil, comprou uma casa em Carira e já tem dois ônibus rodando. E não tem dinheiro?”, questiona o cooperado, que ainda fala que ele e outros 20, dos 45 membros, estão operando no vermelho.

Frota transporta 10 mil sergipanos semanalmente
Ameaças

Depois que registraram ocorrência na Delegacia de Defraudações, os denunciantes passaram a receber intimidações através de cobranças irregulares, assinadas por uma secretária da cooperativa. “Ficam dizendo que nós estamos devendo e que vamos ser colocados para fora, mas quem nos deve é a Coopetaju”, fala Vilma.

O presidente confirmou as cobranças, já que, segundo ele, o débito existe, mas desmentiu que elas representem qualquer tipo de ameaça. Acompanhado de um segurança particular, Jona Alves fala que o advogado o orinetou a não dar mais detalhes sobre o assunto e que a problemática será resolvida internamente.

O delegado Joel Ferreira, que comanda os trabalhos do caso, não vai comentar o assunto por enquanto. Serão essas investigações que apontarão quem está falando a verdade nessa história.

Por Glauco Vinícius e Carla Sousa

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