Depoimento de ex-aluno do Arquidiocesano – Ben-Hur de Assis Correia

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Turma do 2º C de 2002 do Arquidiocesano
Em um mês de pesquisa e recolhimento de informação percebi o que não consegui ver em três anos de convivência quase diária. Descobri uma pessoa querida por todos que o cercam, uma pessoa que gosta de cuidar de tudo com um imenso carinho. Descobri que um padre, digo Monsenhor, pode ser um amigo, um conselheiro, um empreendedor. Aliás, peço permissão para tratá-lo como padre nesse texto. Me soa mais carinhoso, e me lembra ainda mais o carinho que sentia no Arqui.

O destino realmente prega peças nos nossos caminhos. Pois quando eu tinha seis anos de idade, e cursava o quarto estágio do ensino infantil no Arquidiocesano, fui o responsável por recitar uma poesia em homenagem ao padre no aniversário dele. E depois de 14 anos aqui estou eu de novo, homenageando ele. Acabei saindo do colégio no ano seguinte à homenagem. Mas parece que a vida de todas as pessoas que estudaram lá é cheia de voltas ao ambiente.

Voltei entre os anos de 2001 e 2003 para cursar o Ensino Médio no colégio, que é uma referência em Aracaju em termos de conquistas esportivas e de tradição. A única coisa que nunca me falaram é que é o colégio onde você se sente em uma grande família. Esses com certeza foram os anos mais felizes da minha vida de colegial.

Tem alguma coisa de muito especial com o Arqui, que faz com que seus ex-alunos sempre voltem a ele de alguma forma. Às vezes pra visitar, pra ver como andam as coisas… Às vezes para trabalhar e ser mais um na construção da imensa família. Isso me chama muita atenção. Eu mesmo, volto ao colégio por causa do grupo de teatro, ou para conversar com minha querida professora Lilian…

E quando recebi a notícia de que eu era responsável pela matéria perfil do Pe. Carvalho, tive um misto de felicidade e curiosidade. Afinal, que coisas eu poderia descobrir do homem que durante três anos foi meu diretor? De quem eu recebi tantos conselhos, e avisos, que na época me pareciam vazios.

Acabei descobrindo que a alma do Arqui é muito do que é o padre. Que na verdade a vida do clérigo se confunde com a vida do colégio. Um faz parte do outro. O clima, que tanto me fascina, é reflexo de todo empenho, dedicação, estudo, verdadeira devoção que o padre tem ao ensino. Ele idealizou um colégio que formasse personalidades, vidas, pessoas com caráter. Acho que conseguiu.

Por Ben-Hur de Assis Correia

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