A equipe do Portal Infonet esteve no galpão do Orlando Dantas no início desta tarde e constatou que as condições do alojamento estão razoáveis. Estão ali alojadas 17 famílias, que possuem 17 crianças. Os poucos móveis que o grupo conseguiu recuperar estão espalhados pelo imóvel. Os desabrigados garantem que perdeu muitos pertences, principalmente colchões, roupas, berço de criança e documentos. “Nossa prioridade agora é receber o auxílio-moradia da Prefeitura para procurarmos casas para alugar”, informa agente de limpeza Wilton Batista dos Santos, 31 anos, eleito pelo grupo para ser o interlocutor junto a jornalistas. Depois desta iniciativa, ele vai articular entendimentos com o poder público para a retirada de segunda via dos documentos perdidos com as enchentes. O pedreiro Marco Antonio Santos Silva, 39 anos, que travou batalha judicial por dois anos para ter a guarda dos filhos, enfrenta agora outros problemas. Com a enchente, seu barraco construído com papelões e madeiras ficou completamente destruído. Além de perder colchões, roupas e lençóis, ele não conseguiu salvar a maioria dos documentos. “Nem sei o que fazer, nem tenho como sair para resolver os problemas porque não posso deixar meus filhos sozinhos”, disse. São quatro: o mais velho com 15 anos e o mais novo com quatro. De férias, o mais velho está com a mãe em Pirambu.
Os moradores da Invasão do Arrozal, no bairro Santa Maria, permanecem alojados num galpão na avenida Gasoduto, no Orlando Dantas, e aguardam a liberação do auxílio-moradia prometido pela Prefeitura de Aracaju para que eles possam alugar imóveis, onde deverão morar até a entrega das casas do bairro 17 de Março. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) informa que o benefício está liberado ainda nesta segunda-feira, 18. Wilton: interlocutor dos desabrigados (Fotos: Portal Infonet)
Apesar de reconhecer como salubre as condições de alojamento e garantir que estão recebendo assistência da PMA, as famílias permanecem insatisfeitas e cobram a entrega dos imóveis populares construídos no Bairro 17 de Março destinados às famílias que vivem em áreas de risco na capital sergipana. O grupo reconhece que as obras estão incompletas, sem saneamento básico, mas, mesmo assim, eles preferem a liberação dos imóveis. “Pior é onde a gente morava, convivendo com os ratos, cobras e fazendo balãozinho (armazenar fezes em sacos plásticos e lançá-los no lixo)”, desabafa a faxineira Joseane Cordeiro Santos, 24, que está no alojamento acompanhada do filho de apenas 2 anos e meio. Marco Antonio: documentos perdidos

Comentários estão fechados.