Desabrigados aguardam solução da Prefeitura

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Renata Fagundes, Coordenadora da Secretaria Municipal de Assistência Social
A situação das famílias desabrigadas no bairro Santa Maria ainda permanece indefinida. Na última sexta-feira, 23, houve muita confusão depois de informações de que eles teriam de deixar o abrigo das escolas Vitória de Santa Maria e Laonte Gama.

A reportagem do Portal Infonet visitou as escolas na manhã desta segunda-feira, 26, para saber o destino dessas famílias. De acordo Coordenadora da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasc), Renata Fagundes por enquanto não tem nada definido. “Algumas famílias estão voltando para seus barracos ou indo para a casa de parentes. Mas a maioria ainda está aqui”, disse.

Segundo Renata, a Secretaria está fazendo um levantamento para saber o estado dos barracos através de inspeções da Defesa Civil do município. “A única informação disponível 

Paula está grávida de 8 meses e não quer ter seu filho na escola (fotos: Portal Infonet)
no momento é o levantamento da situação das casas para distribuição de um kit que disponibilizará material para realizar reparos nos barracos. Mas aqueles que tiveram o barraco todo destruído terão que aguardar”, falou.

Espera

Há 16 dias essas famílias aguardam uma solução. Grávida de oito meses, Paula Valéria, está abrigada com o marido e um filho pequeno, e conta que não quer que seu filho nasça na escola. “O médico me deu até a primeira semana de maio, não tem condições de uma mulher grávida como eu estar aqui, mesmo com alimentação, a escola não oferece condições para ficar tanto tempo”, contou.

A desempregada Andréa da Conceição Silva disse que não

Andréa está cansada de ouvir boatos sobre a situação dos desabrigados
agüenta mais ouvir  boatos sobre o destino das pessoas abrigadas na escola do bairro. “Estamos esperando notícias, na sexta-feira eu soube que teríamos que voltar para o barraco. Estou cansada de lavar as coisas do meu filho no banheiro. Quem não tiver para onde ir deve ir para a casa de algum parente, mas nós queremos uma solução, nos inscrevemos no PAC, queremos uma casa”, revelou.

Por Bruno Antunes


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