Desarme-se e direção de escola discutem sobre segurança

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Reunião envolveu diretora, representantes da Seed e do Desarme-SE (Fotos: Portal Infonet)

Após o incidente ocorrido na Escola Estadual Augusto Ferraz, representantes do Comitê Sergipano pelo Desarmamento (Desarme-SE) se reuniram na diretoria do colégio para debater questões relativas à segurança em unidades de ensino. Durante o encontro, a diretora Kátia Santos comprometeu-se a prestar maiores informações sobre o suposto autor do disparo que atingiu o professor Edilson Oliveira Silva. O depoimento deverá acontecer na sede da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), às 9h da próxima quarta-feira, 3.

Segundo Fábio Costa, representante do Desarme-SE, a ação não pode ser analisada de forma isolada. “O fato aqui é mais do que o ato em si. A gente se pergunta como um adolescente consegue uma arma por vias desconhecidas e pensa em cometer um ato desses. Seja qual for a motivação, não existe justificativa”, afirma.

Fábio aponta três fatores que considera como a solução para o problema da segurança nas escolas. “Deve haver uma priorização dos Postos de Atendimento ao Cidadão, os populares PACs; a reabertura das rondas escolares e uma política de segurança pública que priorize o policiamento ostensivo. Medidas repressivas não são eficientes, pois reflete em um alto índice de recorrência”, diz.

O representante classifica como “negligência” o incidente da última segunda-feira, 1º. “Quando se suspeita que algo possa acontecer não existe fatalidade, e sim negligência. Nosso intuito é questionar sobre quem recai essa responsabilidade, e tomar as medidas cabíveis”, destaca.

Para Maésia Vieira Brota, técnica pedagógica da Secretaria de Estado da Educação (Seed), as atividades artísticas são um auxílio para afastar os jovens da violência. “Favorecendo o desenvolvimento do potencial criativo do aluno, ele toma outro foco e não se perde na marginalidade”, defende.

Versões

Fábio: PACs, rondas e policiamento ostensivo

A diretora Kátia Santos refuta algumas versões do incidente divulgadas pela imprensa, salientando que o estado de saúde do professor é estável e que não se sabe ainda o paradeiro dos dois alunos que se envolveram na discussão. “Alguns veículos divulgaram que houve tiroteio dentro da escola, o que não é verdade. Além disso, o professor não chegou a sangrar dentro da sala de aula, ou mesmo as carteiras foram desarrumadas, e não houve gritaria”, diz.

De acordo com a professora, um questionário já havia apontado uma potencial necessidade de atenção por parte do adolescente que teria sido autor do disparo. “Um professor havia aplicado um questionário sobre a situação socioeconômica dos alunos alguns dias antes. Nesse questionário, os alunos eram classificados segundo suas necessidades de atenção por parte da escola. Ele ficou justamente entre os alunos que precisavam de uma atenção maior, com tendências a problemas domésticos”, descreve.

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