Deso tem 30 dias para analisar faturas no São Conrado

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Moradores reclamam da má prestação de serviços (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) tem prazo de 30 dias para elaborar relatório circunstanciado e regularizar a emissão das faturas dos imóveis no bairro São Conrado onde há denúncia de cobrança indevida da taxa de esgoto. O prazo foi concedido pelo promotor Walter César Nunes, da Promotoria Especializada dos Direitos de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual, em audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira, 14, em Aracaju.

O prazo foi solicitado pelo representante da Deso durante a audiência. Na oportunidade, os representantes dos moradores denunciaram a deficiência na rede de esgoto do bairro, que apresenta constantes entupimentos e provoca grandes transtornos para a comunidade, conforme registrado em termo de audiência assinado pelo promotor de justiça e demais participantes da audiência pública.

Os representantes dos moradores reclamaram do elevado valor cobrado pela taxa de esgoto constante na fatura da Deso e revelaram o abandono da estação elevatória (EE30). Os representantes dos moradores também reclamaram dos efeitos das obras, que destruíram calçadas nas ruas onde a rede de esgoto foi instalada e que há caixas de esgoto sem estarem interligadas à rede.

Engenheiro à direita constata reclamações dos moradores

Na audiência, o engenheiro João Bosco fez uma explanação sobre a vistoria realizada pelo Ministério Público na região, observando como verdadeiras as reclamações feitas pelos representantes dos moradores do bairro. De acordo com o engenheiro, há galerias exclusivas para esgotamento de águas das chuvas usadas para o esgotamento sanitário e o abandono da estação elevatória, indispensável para solução dos problemas enfrentados pela comunidade.

De acordo com o termo de audiência, a equipe técnica do MP fará nova vistoria para acompanhar o andamento das medidas que a Deso estará adotando para solucionar os problemas do bairro.

Por Cássia Santana

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