Dez animais silvestres foram resgatados em um dia

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Dez animais silvestres foram resgatados nesta sexta-feira, 20 (Foto: Adema)

Nesta sexta-feira (20) a equipe de fauna da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou o resgate de dez animais silvestres na capital e no interior do estado. Todas as ocorrências foram possíveis graças ao apoio da população através do Disk Resgate.

Em Aracaju, por exemplo, o veterinário Daniel Allievi atendeu a um chamado envolvendo um sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus). O animal estava bastante machucado, após cair de um telhado e passará por um tratamento especializado. “Após avaliação clínica, constatamos que o animal havia fraturado a bacia e vértebras lombares, causando a paralisia dos membros posteriores. Também identificamos hemorragia interna da cavidade abdominal. O primata ainda apresentou uma úlcera de córnea no olho esquerdo e perdeu 4 dentes molares superiores. Esses traumas foram acarretados pela queda”, explicou.

Devido à gravidade do problema, o sagui foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde passará por cirurgias e reabilitação.

Em outro ponto da capital, o biólogo Luciano Menezes atendeu a um pedido da Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) que realizou o cumprimento de um mandato judicial no conjunto Bugio. No local, os policiais constataram a presença de uma arara-canindé (Ara ararauna) e um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e solicitaram o apoio da Adema no resgate das aves.

Mas, assim que realizou a vistoria pela casa, o biólogo identificou, além dessas duas aves, quatro jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria), um papa-capim (Dolospingus fringilloides) e um cabeça (Paroaria dominicana).

Todos os animais foram encaminhados ao Cetas.

Já as biólogas Aline Borba e Harionela Macedo seguiram viagem para o interior do estado e fizeram o resgate de uma raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), em um povoado de Nossa Senhora das Dores. O animal estava dentro de um canal de tratamento de esgoto e deu trabalho para as técnicas.

“Provavelmente a raposa deve ter caído durante a noite e, como as paredes laterais eram bastante íngremes, não conseguiu subir de volta. Quando tentamos nos aproximar, ela buscou abrigo entre os entulhos. Assim que a capturamos, tivemos que amarrar a caixa de transporte a uma corda e içar até a borda superior do tanque. Já em cima, fizemos a avaliação do animal e não notamos nenhum problema motor ou de saúde”, relatou Borba.

As biólogas encaminharam a raposa a uma região conhecida como Mata do Junco e, lá, foi realizada a soltura.

Fonte: Adema 

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