Dezoito são presos por abater milhares de aves no sertão

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Dezoito pessoas são presas por abater milhares de aves no sertão sergipano (Foto ilustrativa: Ibama)

Dezoito pessoas foram presas em uma operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), nos municípios de Itabi e Gararu, no sertão sergipano. O grupo é acusada de abater aves cardinheiras (Zenaida auriculata). Os agentes chegaram a apreender mil animais mortos.

Além das prisões, foram lavrados 14 autos de infração, totalizando R$329 mil. A operação foi iniciada por causa de denúncias feitas ao Ibama. Cerca de 200 caçadores cometiam o crime. Esta época do ano é marcada pelo período reprodutivo de aves, o que torna o crime ainda mais cruel. “Milhares de aves adultas são mortas em plena fase reprodutiva, comprometendo a sobrevivência da espécie, e os filhotes abandonados acabam morrendo de fome”, coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral.

A espécie, também conhecida como avoante ou arribaçã, se desloca em grupos enormes e tem hábito de fazer ninhos diretamente no solo da caatinga, em áreas chamadas de pombais, que chegam a ter 12 km² de extensão, com 3 a 4 ninhos por km². Este hábito torna a arribaçã uma presa fácil.

A caça de animais silvestres nativos ou em rota migratória é considerada infração ambiental prevista no Decreto 6.514/08, que estabelece multa de R$ 500 a R$ 5 mil por espécime, além da apreensão dos petrechos. Os infratores poderão ser denunciados pelo Ministério Público e responsabilizados judicialmente pelo crime ambiental. A legislação prevê detenção por seis meses a um ano e a pena pode ser triplicada em caso de caça profissional.

Por Victor Siqueira
Com informações do Ibama

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