Dia do Trabalho: ato destaca acidentes de trabalho

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Ato destaca alerta cresimento de acidentes de trabalho (Foto: Portal Infonet)

Irregularidades no ambiente de trabalho estão entre as principais queixas registradas por trabalhadores no Ministério Público Estadual (MPT) em Sergipe. A informação foi passada pelo procurador-chefe, Raymundo Lima Ribeiro Júnior, durante ato em alusão ao dia do trabalhador, na manhã desta segunda-feira, 28. No Brasil, 700 mil casos envolvendo, doenças e acidentes de trabalho foram registrados em 2012.

Raymundo Lima destacou o que ele entende como “vitimização do trabalhador”. Ele conta que na maioria dos casos, os empresários culpam os trabalhadores em casos de acidente. “Em 2012 foram registradas no Brasil 700 mil e doenças de trabalho e afastamento. Esse é o ultimo dado consolidado. Com essa campanha a gente quer tentar desmitificar a culpa da vítima, que é algo comum nos ambientes de trabalho. Nosso objetivo é combater essa lógica”, diz.

Ainda segundo o procurador-chefe, a falta de equipamento de proteção coletiva é um dos motivos dos acidentes fatais envolvendo trabalhadores. “O maior número de queixas diz respeito à irregularidade ao ambiente do trabalho que vão desde insalubridade ergonomia, os acidentes amputações, que são os casos mais drásticos. Essas são as maiores demandas do MPT”, conta.

Raymundo Lima "O trabalhador não é culpado pelos acidentes"

Centrais sindicais como a Central única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) também fizeram parte da mobilização.

Para o presidente da CTB Edival Gois, o dia do trabalhador é o símbolo de luta dos trabalhadores. “Este é em alusão ao dia 1º de maio. Por isso convocamos dirigentes sindicais, para não deixar essas datas passarem em branco, símbolo da luta dos trabalhadores. É importante que façamos esse debate para mostrar que o dia 1º é dia de reivindicar nossas bandeiras pelo fim do fator previdenciário, jornada de trabalho, mais verba para educação, saúde e reforma agrária”, destaca o sindicalista.

Por Eliene Andrade

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