Direitos Humanos em debate no Estado de Sergipe

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Edilberto Filho, presidente do Instituto Braços
Está acontecendo durante esta sexta-feira, 26, no auditório da Sociedade Semear, o seminário Direitos Humanos em Debate. A realização é do Instituto Braços e do Centro de Defesa de Direitos Humanos de Sergipe. O objetivo é discutir com a sociedade, o Programa Nacional de Direitos Humanos III, lançado pelo presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva e que vem gerando discussões por tratar de tema polêmicos, como religião, aborto e liberdade de imprensa.

Segundo o presidente do Instituto Braços, Edilberto Filho, as discussões estão voltadas para o Programa de Direitos Humanos do Governo Federal, que iniciou as atividades em 2008 no Estado de Sergipe. “O programa tem um tripé de atuação: políticas públicas, direitos humanos e promoção acadêmica na área. O programa é algo extremamente importante para a sociedade, mas tem sido bombardeado de todas as formas”, ressalta Edilberto Filho.

Vilma Francisco, procuradora da Presidência da República
Ele disse que o Programa Nacional de Direitos Humanos III serve como parâmetro no Brasil, desde questões como religião, passando pela mídia, torturas. “O estudo abraça todas as nuances que o movimento social vem lutando há alguns anos”, explica o presidente do Instituto Braços.

Palestrantes

Entre os palestrantes, o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Sergipe, Rodrigo Machado, que falou sobre a Comissão da Verdade, destacando os crimes da Ditadura Militar. A presidente da União Brasileira de Mulheres, Ivânia Pereira falou sobre a questão da mulher e do aborto e o presidente do Sindicato dos Jornalistas, George Washington, discute o tema “Política das Comunicações” e em nível nacional, a palestrante foi a representante da Fundação Palmares, Vilma Francisco, procuradora da Presidência da República.

Censura

Para a procuradora, um dos aspectos do programa que mais mexe com as pessoas é o que trata da liberdade de imprensa. “Essa questão da censura é principalmente por conta do período do regime militar. Qualquer coisa com a imprensa, todo mundo se arrepia. Não sou a favor da censura, mas é necessário que se pense os dois lados. Quando se está no meio da celeuma e a coisa é divulgada é uma questão de princípios, que vale naquele momento. Não se trata de censurar a imprensa, mas discutir a maneira de escrever, de divulgar, pois depois que foi dito, que se espalhou, não tem jeito. É como um vidro, um cristal que se quebra”, entende Vilma Francisco.

Por Aldaci de Souza

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