Diretor da União dos Escoteiros do Brasil fala sobre centenário da atividade

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Este ano o Movimento Escoteiro do Brasil comemora 100 anos

O carioca Rubem Tadeu Cordeiro Perlingeiro é escoteiro há 29 anos. Atualmente, o advogado é diretor-presidente da União dos Escoteiros do Brasil, organização responsável por reconhecer os clubes de escoteiros que surjam no país. Atualmente, 60 mil brasileiros fazem parte de um dos mil grupos espalhados por todos os Estados.

Rubem esteve em Aracaju nesta sexta-feira, 8, para empossar a nova diretoria da Região Escoteira de Sergipe, que atualmente conta com 420 jovens integrantes, e para dar início às comemorações do centenário da atividade no país.

Em entrevista ao Portal Infonet, ele falou sobre o papel de um sergipano na chegada do Movimento de Escoteiros ao Brasil, em 1910, e da importância dessa atividade para o crescimento pessoal dos jovens. 

Portal Infonet – Em 2010, os escoteiros comemoram 100 anos de existência no Brasil. O que há a comemorar?
Rubem Perlingeiro – O Movimento Escoteiro chegou ao Brasil

Rubem é escoteiro há 29 anos e ressalta valores que a atividade traz
em 1910 por suboficiais da Marinha que estavam na Inglaterra. De lá até aqui se espalharam em todos os Estados, do Rio Grande do Sul a Roraima. Para nós é uma satisfação estar em todos os Estados. Somos um movimento de educação informal. O objetivo é criar no jovem a preocupação com a cidadania, com o país, com o meio-ambiente e que ele se desenvolva como um todo.

Infonet – Como os escoteiros se disseminaram no Brasil durante esses anos?
RP – Por um detalhe importante: um sergipano teve uma participação de destaque nesse processo, o Manoel Bonfim, que na época editava uma revista, chamnada ‘Tico-Tico’, de circulação em todo o país. Nela havia um articulista, o Benjamin Sodré, que escrevia semanalmente sobre os escoteiros. Isso propiciou a divulgação, mas alguns intelectuais da época, como Olavo Bilac e Rui Barbosa também ajudaram na consolidação do Movimento em todo o Brasil. Mas o Manoel foi quem incentivou o Eduardo Weaver, que servia na Inglaterra pela Marinha, a tornar o escotismo conhecido entre os marinheiros e trazer para o país.

No país, 60 mil jovens são escoteiros e estão em mil clubes

Infonet – E qual o trabalho que vocês realizam no sentido de manter as tradições e os valores dos escoteiros frente às mudanças sociais?
RP – Nós possuímos um estatuto onde há a organização da União dos Escoteiros do Brasil, uma associação sem fins lucrativos. Há um conjunto de regras e princípios que qualquer clube de escoteiros reconhecido deve seguir.

Infonet – Jogos de vídeo-game, computador e internet não chegam a competir com essa atividade na preferência dos jovens?
RP – Eu acredito que interesse em nossas atividades todo jovem tem. A gente não compete porque acaba inserindo essas coisas na nossa realidade. Atualmente nós fazemos, pela internet, um encontro internacional entre membros dos Movimento de Escoteiros em que eles desenvolvem várias atividades.

Infonet – O que é necessário para que um jovem se torne escoteiro?
RP – Qualquer jovem de 7 a 20 anos pode participar de um grupo, desde que ele queira aderir voluntariamente. Não há nenhuma restrição. Só é necessário seguir nosso código, algo que busca fazer com que cada um se torne um cidadão melhor. A partir dos 21 anos, ele pode ser um dirigente, atuando administrativamente, ou um escotista, atuando com os jovens.

Infonet – Que valores os jovens podem aprender no Movimento dos Escoteiros?
RP – O sentimento de fraternidade, preservação ambiental, de preocupação com o próximo, de buscar ser verdadeiro, digno de confiança…Valores morais e de cidadania, essecialmente.

Infonet – Nesses 29 anos de escoteiro, o que você enxerga como o melhor aspecto em fazer parte de um grupo?
RP – O melhor é você se tornar um cidadão ativo, preocupado com a sociedade, com questões que envolvem o próximo.

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