DNIT se compromete a sinalizar via na Mussuca em Laranjeiras

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(Fotos: Portal Infonet)

Após a manifestação que fechou a BR 101 por algumas horas ontem, quarta-feira, os moradores do povoado Mussuca em Laranjeiras estiveram na sede do DNIT na manhã desta quinta-feira, 30, para cobrar à direção do órgão uma passarela para os moradores que moram na localidade poderem fazer a travessia na pista. A revolta dos moradores foi por conta da morte por atropelamento da jovem Edjane dos Santos de 25 anos que segundo os próprios moradores é a quarta da comunidade que morre por atropelamento no mesmo trecho somente neste ano.

O DNIT se comprometeu em um prazo de 30 dias a construir redutores de velocidade e fixar placas de advertência no trecho em frente ao povoado. De acordo com o superintendente do órgão Carlos Alberto Sarmento, existe um projeto para a construção de 45 passarelas para pedestres em toda a extensão da BR 101 e 235 em todo o Estado.

“O que é difícil do pessoal entender é a demora no processo público, queremos a compreensão deles para o andamento dos paliativos. No processo licitatório da duplicação da BR estão previstas a construção de alças de acesso para carros, mas não contemplamos a passarela. Por isso temos outro projeto para a passarela. Por enquanto o que podemos fazer é esse paliativo com sinalização e redutores”, comenta.

De acordo com o inspetor de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Flávio Vasconcelos a preocupação é com a redução dos mortos local.

“O grande problema é a falta de educação dos condutores, ontem a PRF esteve e interveio na negociação durante a manifestação dos moradores e demos a palavra que viríamos para o DNIT hoje. Chegou-se a um paliativo com a construção de redutores de velocidade e placas de advertência no prazo de 30 dias. Esperamos que essa ação ajude a reduzir o problema até a construção de uma passarela”, destaca.

Flávio Vasconcelos alerta para a educação dos motoristas

Segundo o representante dos moradores da Mussuca Damião dos Santos nos últimos 10 anos, nove vítimas do povoado morreram atropeladas no local.

“O que a gente almeja é o acesso à Mussuca pela BR e a construção de uma passarela para as pessoas. Desde que teve início a duplicação da BR houve diversos acidentes e nove pessoas já morreram. Somente neste ano foram quatro moradores da Mussuca que morreram atropelados, fora os acidentes. É viável a construção da passarela, mas também precisamos educar as pessoas da nossa comunidade para que utilizem. Se os redutores não forem construídos no prazo pactuado faremos novas manifestações”, alerta.

Por Bruno Antunes

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