Dois empresários são presos em Aracaju

0

Dois empresários foram presos na “operação plástico”
Na manhã desta quinta-feira, 5, o Departamento de Combate a Crimes da Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e equipes da Superintendência da Polícia Civil de Sergipe efetuaram a prisão de dois empresários ligados indústria de plásticos na capital sergipana

De acordo com um fiscal da Secretaria da Fazenda que estava no local e que prefere não se identificar, vários documentos foram levados para averiguação e até um chaveiro foi chamado para abrir um cofre que possivelmente guardava documentos comprometedores e envolvendo sonegação fiscal e lavagem de dinheiro por parte da empresa.

Vários documentos foram apreendidos
A delegada Daniele Garcia acompanhou a operação e confirmou que estava cumprindo mandados de busca e apreensão expedidos pela justiça do Estado da Bahia. “Estamos cumprindo os mandados de busca e apreensão da policia da Bahia, dando apenas o suporte operacional”, afirmou à delegada ressaltando ainda a causa das prisões.

“São crimes envolvendo sonegação fiscal, formação de quadrilha e crimes correlatos, possivelmente também lavagem de dinheiro. A documentação apreendida é muito grande a partir de agora vamos analisar toda a documentação”, ressalta.

O advogado Gilberto Vieira esteve no local falou rapidamente sobre o envolvimento da empresa no crime de sonegação fiscal. “Os empresários estão apenas prestando esclarecimentos, estamos avaliando o caso porque é uma empresa da Bahia”, disse.

A delegada Daniele Garcia
Em nota a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP) salientou que a operação também aconteceu, de forma simultânea, nos Estados da Bahia e Santa Catarina, onde mais seis pessoas foram presas. Foram presos em Aracaju os baianos Galmar Sousa de Oliveira, 48 anos, e Antônio Romário Aguiar dos Santos, 53.   

A “Operação Plástico” foi realizada com o objetivo de apurar denúncia da prática de crimes contra a ordem tributária por contribuintes do ramo de materiais elétricos. No curso das investigações, unidades especializadas das polícias da Bahia e Sergipe, com informações das Secretarias da Fazenda dos dois Estados, identificaram a existência de um Grupo de empresas constituídas com interposição fictícia de pessoas, artifício que gera fraudes e crimes contra a ordem tributária.

O esquema de sonegação começou na Bahia, depois parte das empresas migrou para Sergipe. Recentemente houve a criação de novas empresas na Bahia, tendo como gerente um dos sócios das empresas atualmente em Sergipe e como sócios empresários de Santa Catarina.

Por Kátia Susanna

Comentários