Drogas: dois suspeitos presos na invasão da Malvinas

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Delegado conversa com "Gata" durante a operação (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Uma operação especial desencadeada conjuntamente pelas polícias civil e militar culminou com a prisão de duas pessoas suspeitas por envolvimento com o tráfico, apreensão de um revólver municiado e de certa quantidade de maconha. A operação foi realizada na manhã desta terça-feira, 11, na invasão das Malvinas, próximo à sede da Rádio Patrulha, na Praia de Atalaia, em Aracaju.

Também na manhã de hoje uma  operação foi realizada na Vila da Miséria, localizada na avenida São Paulo.

Na operação, denominada Paz no Recanto, foram presos Daniel dos Santos Ramos, conhecido como Bingo, e Gustavo Bispo dos Santos, 29, o Guga. O delegado Marcos Garcia, titular da 4ª Delegacia Metropolitana, informou que está analisando quais os procedimentos que serão adotados com o final da operação. Mas já há uma certeza: Bingo está sendo autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

Com Guga, a polícia encontrou apenas uma pouca quantidade de maconha, que ele declarou ter adquirido na noite da segunda-feira, 10, para consumo próprio. “Só tava com um baseadinho que comprei ontem à noite”, esquiva-se Guga, em entrevista concedida ao Portal Infonet. Mas na casa de Bingo, foi encontrada uma outra quantidade bem maior de maconha e um revólver de calibre 38 com munições, o que caracteriza, na ótica do delegado, o flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

Operação conta com apoio do GTA

Guga é suspeito pela morte de um suposto traficante cujo corpo ainda não foi encontrado. A polícia supõe que o corpo tenha sido enterrado naquela região, mas ainda não há pistas. Guga nega todas as acusações. Mas admite que saiu recentemente da prisão, por ter tido o nome envolvido em um homicídio, do qual ele não teria participado. “Não tenho envolvimento com nada, não, doutora”, reagiu, em conversa com o Portal Infonet. “Passei quatro anos da minha vida preso por um homicídio que não cometi e, de lá pra cá, só tem perseguição contra mim”, relata.

Gata

Guga foi localizado na residência de uma mulher, conhecida como Gata, que também está sendo alvo de investigação policial por envolvimento com o tráfico de drogas. Ela nega e diz que trabalha como diarista e que seria prima da companheira de Guga. Os policiais acreditam que Guga estaria na residência dele, próximo à casa onde foi localizado, e que teria fugido buscando refúgio na casa de Gata ao perceber a movimentação da polícia na localidade. Ele nega, apesar de admitir que teria chegado ao imóvel onde a amiga reside na manhã desta terça-feira, 11.

Cão do Canil do Batalhão de Choque "inspeciona" casas em busca de drogas

A operação também contou com o apoio do Canil do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que realizou inspeções em vários imóveis, alvo da operação, para identificar drogas nas residências ocupadas pela polícia a partir de nove mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pelo juízo da 4ª Vara Criminal.

Durante a ocupação das Malvinas, o delegado Marcos Garcia recebeu vários telefonemas da população com denúncias que levaram o grupo de policiais a encontrar uma outra quantidade de maconha que teria sido dispensada por um traficante dentro de uma lixeira, próxima a uma serralharia. “Temos todo o apoio da comunidade e nós só queremos trazer a paz para esta população que sofre com as consequência do tráfico ilícito de drogas, que é responsável pela disseminação de outros crimes”, considerou o delegado.

Na oportunidade, os moradores aproveitaram a presença de jornalista para reclamar da falta de pavimentação das ruas na invasão das Malvinas. "Aqui só tem rede de esgoto porque a gente comprou o material e fez", conta o jardinheiro Carlos Marcelo de Jesus. "Aqui todas as ruas precisam de pavimentação. Como você vê, é tudo lama quando chove", reclama.

Por Cássia Santana

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