Edla Amaral levanta suspeita de benefícios para Antônio Francisco

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Edla diz que só quer justiça
Hoje pala manhã, quem ouviu o programa “Fala Sergipe”, da rádio Atalaia AM, pode acompanhar o debate entre o secretário de Estado da Justiça Emanuel Cacho, e a viúva do ex-deputado estadual Joaldo Barbosa, Edla Amaral. A discussão foi motivada pela entrevista concedida por Edla a um jornal semanal do Estado.

De acordo com as declarações da viúva, Antônio Francisco Sobral Garcez e seu filho, Antônio Francisco Sobral Garcez Júnior, acusados do assassinato de Barbosa, estariam recebendo privilégios dentro da penitenciária de São Cristóvão, onde estão presos.
Emanuel Cacho classificou as colocações de Edla como tolices.

“Antônio Francisco é um preso comum. Essas denuncias são calúnias que ela faz querendo se promover as custas da morte do deputado”, disse o secretário. Ele acrescentou que nunca  recebeu nenhum comunicado da viúva a esse respeito e que ela foi diretamente para a imprensa, mas que ainda sim vai mandar investigar o que as denúncias realizadas por ela com a finalidade de esclarecer os fatos.

Cacho diz não ter conhecimento de denúncias
Edla questionou Cacho o motivo dele ter nomeado como diretor do presídio um parente de Antônio Francisco. Ela aponta esse como um dos pontos que tem garantido ao preso supostas regalias, como, por exemplo, o envio de uma viatura para o Hospital São Lucas que permaneceu no local durante todo o período de internamento de Antônio Francisco. O secretário explicou que não tem conhecimento de que João Garcez tenha algum grau de parentesco com os acusados do assassinato de Joaldo Barbosa e que o envio da viatura foi feito por uma questão de segurança, e tinha o intuito de garantir que o preso não escapasse.

A viúva questionou Cacho, mais uma vez, perguntando se o secretário queria ajuda para contar quantas entradas existem no Hospital São Lucas. “Eu consigo identificar, logo de início, pelo menos quatro acessos ao interior do Hospital. Então, como uma viatura ia impedir que ele saísse. Ela não ia adivinhar”, rebateu Edla. Cacho alegou que a viúva estava deixando se levar pela dor e não estava analisando racionalmente os fatos.

Uma outra questão apontada pela viúva de Joaldo Barbosa é uma suposta aliança que estaria sendo organizada entre a prefeita de Itaporanga, Maria das Graça Souza Garcez, a Gracinha, filha de Antônio Francisco, e o secretário de Justiça, para que este saísse candidato a deputado federal com o apoio da mesma. O secretário, por sua vez, disse que isso não existe e que ela em momento nenhum disse que era candidato a coisa alguma. “Desconheço esse fato. Até onde eu sei, quem andava na casa da prefeita Gracinha era o agrupamento de Edla, não eu”, acrescentou Cacho.

Por fim, a viúva afirmou que sua única intenção em levantar esta história é alcançar a justiça. “Todo o Estado sabe da necessidade de julgamento. Tudo mundo sabe que sabe que eles estão com recurso em Brasília e que enquanto isso não for resolvido não irão ao Tribunal. Não estou fazendo isso por promoção pessoal”, disse Edla. Nesse sentido, Cacho informou que o Governo do Estado tem trabalhado para melhorar e moralizar o sistema prisional e até para reforçar isso vai solicitar a apuração das denúncias.

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