Em 90 dias ônibus do interior não poderão ir para o Centro

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Superlotação é um dos principais problemas do terminal (Fotos: Portal Infonet)
Uma audiência realizada nesta quinta-feira, 28, no Ministério Público (MP) definiu o futuro do terminal Rodoviário Luiz Garcia, no Centro de Aracaju. A promotora de justiça Euza Missano determinou que em 90 dias a resolução do Conselho Estadual de Transporte seja atendida. Por isso apenas os ônibus que fazem linha na grande Aracaju podem circular no terminal.

Diariamente são realizadas 1098 viagens por dia no terminal Luiz Garcia. Com a medida os ônibus que chegam à capital vindo de outras cidades do interior do Estado, fora da grande Aracaju deverão desembargar no terminal José Rolemberg Leite.

Segundo a promotora de justiça não há mais tempo a se perder com relação à

A promotora Euza Missano determinou um prazo de 90 dias para a mudança dos ônibus que vem do interior
adequação do terminal Luiz Garcia. “Todos foram unânimes no conhecimento da situação verdadeira daquele terminal. Ele apresenta diversos riscos aos usuários do sistema. Por isso no prazo de 90 dias, somente as linhas que integram a grande Aracaju e aquelas linhas da Barra dos Coqueiros que descem a ponte poderão circular naquele terminal”, informa.

Esse prazo foi estabelecido para que o impacto possa ser recebido pela SMTT, que ficará responsável pela fiscalização. “É uma situação antiga, ela já vem se multiplicando ao longo do tempo. Se não for resolvida através desse acordo extrajudicial firmado, o Ministério Público ajuizará ação competente de forma a proteger a população de qualquer dano que venha a sofrer”, avisa a promotora.

O Governo do Estado contratou uma empresa para estudar o transporte intermunicipal. Esse estudo vai realizar o diagnóstico do transporte em Sergipe, e fará uma espécie de raio-x do transporte. De acordo com o diretor de trânsito da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Carlos Henrique, a conclusão do projeto básico irá possibilitar a verificação do melhor lugar para os ônibus descarregarem passageiros.

“O grande problema do terminal Luiz Garcia é que nunca houve um estudo para se identificar a demanda real do local, agora vamos poder evitar o trânsito. Com relação ao quantitativo de veículos, nós ampliamos a oferta e colocamos carros extras para cumprir os horários pré-

Reinaldo que representa um cooperativa de transporte não gostou da mudança
estabelecidos, ou seja, além do cumprimento dos horários que não estava sendo feito por uma empresa nós exigimos o cumprimento e colocamos mais veículos”, diz.

José Reinaldo Santos, que é diretor administrativo da Coopertalse, cooperativa que realiza o transporte entre as cidades sergipanas, não gostou da decisão.  “Além da perda da receita que vamos ter, tem a penalidade para a população, porque mais uma vez quem vai pagar a conta é o usuário. Temos uma pesquisa que diz que mais de 40% dos passageiros transportados do interior para a capital querem ir para o Centro. Agora esse passageiro vai ter que ir para o terminal José Rolemberg Leite e vai ter que pegar mais um transporte, ou seja, vai pagar duas tarifas”, afirma.

Por Bruno Antunes

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