Em dois meses, SE tem aumento de mais de 10% na área de seca fraca

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O monitor também destacou que em grande parte dos estados em que agosto é um dos meses mais secos do ano, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 2m (Foto: arquivo/ Portal Infonet)

Segundo dados atualizados do Monitor de Secas, entre julho e agosto, o estado de Sergipe teve um aumento da área com seca fraca de 57,65% para 68,33%, um variação de mais de 10%, portanto.

Ainda de acordo com a análise do Monitor, apesar desse aumento, o estado sergipano não apresentou um agravamento severo da seca, como ocorreu em outros estados da federação, a exemplo da Bahia.

O estudo mostrou também que além de Sergipe, outras 11 unidades da federação também sentiram o impacto do aumento da seca. São elas: Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, e Tocantins.

O monitor também destacou que em grande parte dos estados em que agosto é um dos meses mais secos do ano, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 2mm. “As maiores precipitações registradas em agosto, acima de 200mm, ocorreram no Paraná, em parte do noroeste do Rio Grande do Sul, bem como no extremo sul e em parte do leste do Mato Grosso do Sul. Totais mensais acima de 150mm foram observados em Santa Catarina (exceto no extremo sul e serra catarinense) e em boa parte do litoral leste do Nordeste (desde Pernambuco até a Bahia)”, destaca o estudo.

Mapa de Secas

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo.

por João Paulo Schneider
Com informações da ANA

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