Furto de energia: 45 pessoas vão responder pelo crime em Sergipe

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Somente em 2018, foram encontradas 4.882 irregularidades (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O combate às fraudes de energia elétrica (‘gato’ e ligação clandestina) faz parte da rotina diária das concessionárias de energia elétrica. Esses crimes, previstos em lei, estão apontados nos artigos 155 e 171 do Código Penal Brasileiro e podem promover multa e detenção de 4 a 5 anos.

A Energisa em Sergipe, distribuidora com concessão em 63 municípios, a exemplo das demais companhias elétricas brasileiras, também sofre com as fraudes.

Para se ter uma ideia da quantidade de furto de energia, somente em 2018, foram encontradas 4.882 irregularidades, sendo detidas 25 pessoas por esses crimes. Essa energia furtada chegou a 90GWh, o equivalente ao abastecimento de uma cidade do porte de Itabaiana durante 1 ano.

Em 2019, até o dia 13 de maio, foram registradas 1.911 ocorrências, e 45 pessoas vão responder por furto de energia.

O caso mais recente ocorreu no dia 13, quando um comerciante, dono de uma pousada e restaurante, foi conduzido ao Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) em razão de uma fraude encontrada no seu estabelecimento comercial. Após inspeção e perícia, constatou-se o fato irregular consolidado no registro de consumo.“Equipes da Energisa estiveram no local e constataram que havia um desvio de energia elétrica antes da medição, configurando, portanto, uma fraude. Ou seja, parte da energia consumida não estava sendo registrada. Após a inspeção e identificação, chamamos o perito para constatar o fato”, afirma Lucas Bonfim, coordenador de Combate a Perdas da Energisa.

Segundo Lucas Bonfim, o furto de energia provoca vários danos à sociedade. O primeiro deles diz respeito à segurança, uma vez que promove risco de acidente fatal para os usuários que realizam este tipo de crime.

Há ainda o prejuízo com a queda da qualidade da energia fornecida aos clientes, pois o ‘gato’ e a ligação clandestina sobrecarregam o circuito de distribuição de energia, gerando queda de energia, oscilação de tensão, falta de energia e interrupção no fornecimento.

Ainda de acordo com o coordenador, o Estado também sai prejudicado porque as fraudes afetam diretamente a arrecadação de ICMS. “E tem mais: toda a população é prejudicada, visto que as fraudes também incidem em aumento da tarifa de energia, pois o prejuízo com o esse tipo de crime é transferido para a tarifa e quem paga é o consumidor adimplente, daí a importância das pessoas denunciarem”, finaliza Bonfim.

Fonte: Energisa

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