![]() |
| O presidente do Sindicato dos Engenheiros Rosivaldo Ribeiro (Fotos: Portal Infonet) |
Os engenheiros do estado reclamam de desvalorização da categoria, são pouco mais de 100 servidores que trabalham há pelo menos 25 anos fiscalizando e projetando obras públicas e segundo eles, muitos já estão em via de se aposentar. Uma assembleia na manhã desta quarta-feira, 1º, no Sindicato dos Engenheiros de Sergipe discutiu entre outros assuntos os baixos salários da categoria, além da necessidade de um novo concurso público para a contratação de novos engenheiros.
Segundo o presidente do Sindicato, Rosivaldo Ribeiro, apesar da insatisfação dos servidores, não existe possibilidade de greve. “A possibilidade de greve é pequena por enquanto. Isso pode surgir em uma assembleia, mas o que estamos articulando hoje são algumas ações efetivas como panfletagem e mostrar para o governo que a categoria não está satisfeita”, afirma.
Para Rosivaldo o salário deles é baixo e as condições do trabalho deixam a desejar. “É inconcebível hoje um engenheiro não ter ferramentas para trabalho, como softwares adequados para trabalho e coisas que nos ajudam a lidar no dia a dia. Além disso, a questão do treinamento do pessoal e o concurso são muito importantes, pois a maioria aqui tem mais de 25 anos de serviço. Desde fevereiro de 2010 temos tido contato com o governo e até agora não tivemos nada de concreto”, conta.
![]() |
| Jorge Guerreiro afirma que o salário não dá nem para pagar escola para os filhos |
Para o engenheiro Jorge Guerreiro, a desvalorização dos profissionais acaba se refletindo no descaso com a fiscalização das obras.
“Nós não podemos em hipótese nenhuma continuar nessa situação porque o engenheiro hoje não tem condições de colocar um filho num colégio particular. Ele não tem direito de fazer uma viagem de lazer que é um direito. Não temos nem condições de ter um bom raciocínio para desempenhar a nossa função que é uma função lógica que requer cuidados e atenção. Além disso, muitas obras estão sendo fiscalizadas por servidores comissionados que não tem o mesmo preparo que o servidor estatutário”, acrescenta.
No último domingo, 29, a reportagem do Portal Infonet noticiou um acidente em uma obra do governo onde um trabalhador acabou falecendo. O auxiliar de pedreiro Reinaldo de Jesus Araújo morreu quando trabalhava em obras que complementam a rede de esgotamento sanitário da Escola Profissionalizante, que está sendo construída em Boquim pelo Governo do Estado com parceria do Governo Federal.
Por Bruno Antunes



Comentários estão fechados.