Esposa e irmã de Sukita não poderão receber visitas

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Momento da prisão do mulher do ex-prefeito (Fotos: Arquivo/ Portal Infonet)

A esposa e irmã do ex-prefeito de Capela, Manoel Sukita, estão proibidas de receberem visitas neste final de semana, segundo informações do advogado de defesa das acusadas, Aurélio Belém. Elas continuam presas na 3ª Delegacia Metropolitana por conta da recusa dos agentes penitenciários (que estão com as atividades paralisadas) de recebê-las no Presídio Feminino.

Ainda segundo advogado, não há motivo para que a esposa, Silvany Yanina Mamlak e a irmã, Clara Miranir Santos, não recebam visitas. “Houve sim essa proibição, mas ainda não recebi a justificativa oficial da justiça. Queria saber a motivação desta proibição”, afirma o advogado de defesa.

“Não há sentido para o estado punir as minhas clientes. Elas já foram impedidas três vezes de ir para o presídio, por isso que elas estão na delegacia. Se a delegacia não tem estrutura para receber visitas, isso aí é problema do estado”, aponta.

O advogado acrescenta que está tomando medidas judiciais para resolver este problema.

Delegacia

Através de nota enviada ao Portal Infonet, o delegado Marcelo Cardoso esclareceu que foi confeccionada uma portaria proibindo visitas as presas Silvany Yanina Mamlak e Clara Miranir Santos somente no final de semana, tendo em vista que neste período, o efetivo da unidade policial apenas se resume aos agentes plantonistas e, sobretudo, após o transtorno causado pela grande quantidade de visitas [seja de parentes, amigos ou advogados] que ocorreram deste o dia inicial da custódia daquelas presas na Terceira Delegacia Metropolitana.

Ainda de acordo com o delegado, a visita aos presos é disciplinada no art. 41, inciso X, da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84), que diz: visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados. “A norma legal é bastante clara, pois estabelece que a visita deve ocorrer em dias definidos e não como estava acontecendo anteriormente, ou seja, todos os dias”, explicou o delegado ao acrescentar que foi informado à uma das assessoras de Silvany, que as visitas seriam retomadas na próxima terça-feira, 10.

Sobre a visita dos advogados, o delegado afirma ter pleno conhecimento das prerrogativas de acesso ao preso. “O que não pode persistir é o que estava acontecendo: vários advogados durante todo o dia querendo se comunicar com as presas. Entendo que tal situação foge aos limites da razoabilidade e atrapalha o bom andamento das atividades policias, ainda mais perante o baixo efetivo. O advogado sempre poderá se comunicar com as presas, desde que tenha motivos processuais”, finaliza o delegado.

Por Geilson Gomes e Verlane Estácio

A matéria foi alterada às 23h26 para acréscimo de nota enviada pelo delegado Marcelo Cardoso.

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