Estacionamento: proibição gera polêmica

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Na Rua de Geru o trânsito é intenso
Estacionar no Centro de Aracaju está cada dia mais difícil, no local o trânsito intenso provoca engarrafamentos e as colisões são freqüentes. Com a decisão da Superintendência Municipal de Transportes e Transito (SMTT), de proibir até o final desse mês o estacionamento nas Ruas de Geru com Capela até a Avenida Rio Branco, comerciante do local dividem opiniões e usuários ficam na bronca por ter que estacionar em vagas particulares.

A cabeleireira Ramona Souza Lopes, que tem comércio há sete anos na Rua de Geru diz que a proibição atrapalha a clientela. ”Com certeza vai diminuir o número de clientes no salão porque fica muito caro para quem vem ao Centro ter que pagar estacionamento de até R$ 10″, afirma, acrescentando que “na verdade o que causa transtorno aqui são os ônibus e caminhões que ficam estacionados o dia todo na rua. A SMTT deveria estudar uma forma de proibir somente esses carros grandes”, diz.

O vendedor José Carlos lamenta a medida
O vendedor de doces José Carlos dos Santos lamenta perder os clientes, mas acredita que a proibição é a melhor forma para diminuir os acidentes na localidade. “Em três meses que trabalho aqui, já presenciei muitas batidas. Sei que essa proibição vai diminuir os clientes porque as pessoas acabam parando o carro em frente às lojas e comprando bem rapidinho”, conta.

Já o proprietário de loja Gilton Argolo diz que as vendas devem aumentar. “Esses carros causam engarrafamentos, essa rua passa muito ônibus e nos horários de pico ninguém consegue encontrar nenhuma vaga porque têm motoristas que passam o dia inteiro parado em frente às lojas. Quando tirar os carros dessa rua vai vender mais porque vai dar visibilidade às vitrines”, reclama.

Os parquímetros também serão retirados do local
Comerciante no local há 22 anos, Nivaldo Ferreira de Melo diz que para melhorar a situação do trânsito no local essa medida é necessária. “Tanto os carros que ficam o dia todo estacionado na rua como os parquímetros atrapalham demais o trânsito. Principalmente no horário de pico têm muito engavetamento e ninguém consegue transitar”, menciona.

SMTT

De acordo com o assessor de comunicação da SMTT, Jairo Alves, o objetivo é possibilitar que o trânsito melhore na localidade. “Mesmo com algumas reclamações que possam surgir, nós realizamos um estudo e observamos que temos a necessidade de proibir o estacionamento principalmente na Avenida Rio Branco que é uma via de passagem do transporte coletivo. Além do estacionamento os parquímetros também serão retirados do desse local”, explica.

O coordenador de trânsito da SMTT, Capitão J. Luiz, afirmou que o principal objetivo dessa medida é desafogar o trânsito naquela localidade. “Hoje nós temos uma frota muito grande. Por dia são 35 novos veículos e por mês temos uma média de 700, o que tem gerado uma preocupação para fluir com o trânsito”, conta o capitão, destacando ainda que a área do Centro poderá sofrer mudanças.

No estacionamento particular o motorista chega a pagar cerca de R$ 3 por turno
“É importante frisar que a área do Centro deve ser uma prioridade para as pessoas. A exemplo do que já acontece com a Avenida Beira Mar e Barão de Maruim as pessoas têm que circular com tranqüilidade”,menciona o Capitão J. Luiz.

Flanelinhas na bronca

O flanelinha Elenaldo Silva Santos que trabalha no local há 20 anos disse que a medida vai prejudicar a economia informal. “Esse trânsito da Rua de Geru não é tão intenso. Infelizmente muitos trabalhadores vão ficar sem o pão de cada dia porque tirando os carros daqui todos vão sair prejudicados”, conta.

Estacionamentos

A SMTT espera que até o fim deste mês as mudanças sejam feitas

 

 

Somente na Rua de Geru são pelo menos dois estacionamentos particulares que disputam clientes. De acordo com um funcionário que não desejou se identificar, com a proibição o valor para estacionar deve aumentar. “Cobramos até R$5,00 para estacionar um carro por turno e agora sei que vai aumentar a procura. Vamos cobrar até R$7,00. Para a gente é muito bom, mas os motoristas reclamam do valor”, disse.

 

Por Kátia Susanna

 

 

 

 

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