Estado deve definir moradia para famílias do Barracão

0

Alda diz que não tem para onde ir
A juíza Cláudia do Espirito Santo, da 18ª Vara Cível, determinou que a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) informe em 10 dias o local para onde irão as famílias instaladas no Barracão Cultural Hilton Lopes. O Barracão fica localizado no conjunto Castelo Branco e foi invadido há 19 anos.

“Nós morávamos em uma casa alugada perto do Barracão. Como o local estava abandonado e não tínhamos dinheiro para pagar o aluguel, decidimos vir morar aqui”, afirma a diarista Alda Maria dos Santos. Ela conta que o local servia de ponto de encontro para marginais e traficantes. “Ainda hoje, alguns meninos entram à noite para fumar maconha no pátio, mas não mexem com gente”, conta.

Garotos ainda frequentam pátio para fumar maconha
A reclamação das sete famílias que moram no local é que eles têm um prazo de 40 dias para deixar o Barracão. “A Seides disse que ia nos dar, até junho de 2010, sete casas localizadas no conjunto Marcos Freire II. O problema é que até lá, nós não temos para onde ir”, diz o mecânico Silvânio dos Santos.

Os moradores afirmaram que entrega das casas, provenientes do programa ‘Casa Nova, Vida Nova’, ainda não foram confirmadas pela Secretaria de Inclusão. “Eles disseram que iam nos dar as casas, mas até agora não tivemos nenhuma garantia. Nós só vamos sair daqui depois que nos derem uma residência para morar”, relata Alda.

De acordo com a assessora de comunicação da Seides, Monique Oliveira, todas as famílias já foram cadastradas no programa “Casa Nova, Vida Nova” e as residências serão construídas no primeiro semestre de 2010. “A Seides garante que todas as pessoas receberão as casas”, diz Monique. O local onde as famílias ficarão até as residências serem entregues ainda não foi divulgado pela Secretaria de Inclusão.

Comentários