Exclusivo: ameaças e medo no Padre Pedro

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Dois pontos comerciais foram tomados por bandidos no Padre Pedro Fotos: Portal Infonet
Uma comunidade com medo que vive diariamente sobre constantes ameaças de traficantes de drogas. A equipe do Portal Infonet foi procurada por moradores do conjunto Padre Pedro, localizado no bairro Santa Maria, zona Sul da capital, para falar sobre a dura realidade de uma comunidade que está à mercê de traficantes que impõem a lei do silêncio.

Quem arrisca contar sobre as leis do tráfico sofre ameaças e, por isso, a equipe do Portal Infonet não identificará os moradores. A informação da comunidade é que na rua 25 duas casas comerciais foram invadidas por bandidos. Segundo um morador, após sofrer vários assaltos um comerciante proprietário da mercearia São Jorge resolveu abandonar o prédio e deixar a localidade.

“É uma vergonha que a população sofra com bandidos que expulsam pais de família de casa.

A antiga mercearia localizada na rua 25 está deteriorada
Infelizmente ninguém faz nada para melhorar essa situação porque esses mesmos bandidos tomaram conta da mercearia e agora ameaçam as pessoas para não chamar a polícia”, confirma.

Outro morador conta, que ao lado da mercearia São Jorge outro comerciante também foi obrigado a deixar o estabelecimento. A panificação está completamente deteriorada e de acordo com os vizinhos está sendo usada como ponto de drogas e prostituição.

“Todos os dias a gente nota uma movimentação muito grande de adolescentes e adultos que compram drogas. Os traficantes não temem ninguém, eles vendem abertamente porque a polícia também não circula nessa área. A falta de pavimentação das ruas impede que as viaturas da polícia militar circulem por aqui. O problema é que enquanto a polícia não vem os bandidos tomam conta de tudo”, lamenta.

Falta estrutura

A falta de pavimentação das ruas do conjunto Padre Pedro foi mostrada atraves de matéria exibida pelo Portal Infonet no último dia 25 desse mês.

Prostituição

Segundo moradores a antiga panificação é usada como ponto de prostituição, onde adolescentes costumam frequentar o local diariamente. “Geralmente à noite meninas de 13 e 14 anos ficam

Moradores afirmam que a panificação agora é um ponto de drogas e prostituição
dentro dessa casa se prostituindo. Isso é um perigo muito grande porque os traficantes ameaçam os moradores para que eles não falem nada”, salienta.

O problema não é desconhecido da polícia que na semana passada fechou um ponto de prostituição e drogas no bairro Santa Maria. A informação da polícia é que uma garota de 16 anos era proprietária do local.

Disque denúncia

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) anunciou que o número 181 substitui o 08000-790147, o disque denúncia. O superintendente da Polícia Civil, delegado João Batista explica que a mudança beneficiará a população. “Por motivos óbvios mudamos o número. O antigo número era muito grande e de difícil memorização. As pessoas, ligadas a qualquer classe social, tinham dificuldade. E esse serviço para nós é fundamental”,

O delegado Flávio Albuquerque afirma que a denúncia será apurada
afirma.

Investigação

O delegado Flávio Albuquerque, responsável pela 13ª Delegacia Metropolitana, localizada no bairro Santa Maria explica que a polícia tem realizado um grande número de prisões e, apreensões de armas. Ele deixa claro que não chegou à delegacia nenhuma denúncia a respeito do tráfico de drogas e de ameaças na rua 25 do conjunto Padre Pedro, mas se coloca a disposição da população para resolver o problema.

O delegado enfatiza que entende o temor da comunidade na hora de denunciar um traficante, mas incentiva a população a utilizar o disque denúncia. “Todas as denúncias são checadas e investigadas”, afirma.

Estatísticas

Questionado sobre o trabalho que está desenvolvendo na comunidade desde março desse ano, Flávio conta que aumentou significativamente o número de prisões e inquéritos.

Nos meses de janeiro e fevereiro, quando não atuava na 13ª DM, a delegacia registrou apenas quatro prisões e mais duas prisões em flagrante, e foi apreendida uma arma de fogo. Em contra partida entre março e abril desse ano foram contabilizadas 21 prisões e mais 13 em flagrante. Sendo que foram apreendidas 11 armas de fogo.

“Esse trabalho tem sido fruto de uma aproximação com a comunidade, onde estamos realizando diariamente um trabalho de repressão ao tráfico de drogas e apreensões de armas de fogo”, diz.

Por Kátia Susanna

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