“Fábio Calheiros foi usado como troféu”, diz advogado

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O filho de Floro permanece hospitalizado no HPM (Fotos: Arquivo Portal Infonet)
Na manhã desta segunda-feira, 11, o advogado de Fábio Calheiros, de 23 anos,- alvejado no tiroteio que terminou matando o pai, Floro Calheiros e o primo, Lucas Calheiros, no último domingo, 10,- afirmou que a transferência feita logo após o ferimento para o Hospital da Polícia Militar, em Aracaju, foi feita de forma abrupta e desnecessária. “Não queríamos que Fábio fosse transferido, porque uma pessoa que recebe um tiro de fuzil que é operado durante toda a manhã, não poderia ser transferido. Uma pessoa que se opera de hérnia passa três ou quatro dias no hospital, quanto mais quem recebe um tiro de fuzil. Porque trazer para Sergipe? É para servir de troféu”, questiona o advogado.   

 

De acordo com Fernando Muniz, Fábio sofreu um ferimento a bala que perfurou as costas na altura do quadril e transfixou o abdômen. O advogado diz que durante a ação após o filho ter sido baleado, Floro se preocupou em deixar Fábio no meio do caminho para que ele fosse socorrido e empreendeu fuga. Fernando Muniz relata em entrevista ao Portal Infonet que Floro temia pela vida dos parentes. “Tudo que ele fez foi com base na família.

Lucas Calheiros faleceu na ação
Ele não tinha costume de se encontrar com Fábio e Lucas, tanto é que quando Fábio foi baleado ele o deixou em um sítio e foi embora, ele preservou a vida de Fábio”, conta o advogado.

 

O advogado salienta que Fábio responde processo em Sergipe pela suposta fuga de Floro do Hospital São Lucas. “Floro esclareceu como foi e Fábio não teve participação nenhuma. Nem ele [Fábio], nem Bily, Ricardinho e nem Silvan. Quer dizer, os outros foram para encenar uma situação de fuga que já estava previamente agendada com um oficial da Polícia Militar”, menciona Muniz.

 

Questionado sobre as mortes de Floro e Lucas, o advogado afirma que Fábio não tem conhecimento da perda dos parentes e que seu estado de saúde poderá ser acompanhado pela tia dele, a médica Francisca. O advogado declara ainda que nesta segunda-feira, 11, entrará com um pedido na Justiça para que Fábio responda o crime em liberdade.

 

Advogado diz que Floro foi executado e que Fábio foi exposto como troféu (Foto: Portal Infonet)
Execução

 

“O arsenal que informaram ter sido apreendido com Floro foram duas pistolas com munições. Agora a polícia tinha condição de pará-lo e mesmo revidando tinha condição de dar um tiro de advertência. Quando Floro desceu do carro baleado e foi para o matagal, o que aconteceu? Porque a pistola estava bem distante, o que aconteceu nesse matagal é que ninguém sabe”, diz. Muniz declara ainda que Fábio não andava armado.

 

Shopping

 

O advogado lembra que na semana passada encontrou com Floro em um shopping de Recife para tratar da audiência sobre a fuga do hospital. “Nós andamos por mais de duas horas no shopping para tratar da audiência do dia 25 de maio que trata da fuga do hospital”, fala.

 

Advogado diz ainda que após a morte jogaram a peruca sobre o corpo como sinal de gozação (Departamento da PRF/ Barreiras)
Mortes

 

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP) confirmou a morte do foragido da polícia, Floro Calheiros Barbosa, no último domingo, 10. Ele foi morto pela polícia na madrugada do domingo quando policiais militares e federais o perseguiram na divisa do município de Barreiras, na Bahia, com o Estado de Tocantins. A informação é que o empresário foragido da polícia tentou furar um bloqueio da Polícia Rodoviária Federal.

 

O sobrinho de Floro Calheiros, Lucas, e um terceiro homem identificado como Rafael Borges também morreram na ação policial. De acordo a assessoria da SSP, primeiramente houve um confronto no Estado de Tocantins e em seguida Floro fugiu para o município de Barreiras. Nesta segunda-feira, 11, às 15h, haverá uma coletiva de imprensa com os policiais que participaram da ação para falar sobre o caso.

Sepultamento

De acordo com o advogado, o sepultamento será na tarde desta terça-feira, 12, na cidade de Teixeira de Freitas, interior da Bahia.

 

Por Kátia Susanna

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