Falso pastor acusado de estelionato é preso pela Polícia de SE no ES

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Falso pastor ludibriava as vítimas e conseguia abrir empresas nos nomes destas (Foto: SSP/SE)

O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), como o apoio da Divisão de Inteligência (Dipol), prendeu Marcos Roberto Balieiro, de 51 anos, pelo crime de estelionato. As investigações apontaram que ele era um falso pastor de uma igreja evangélica e que ludibriava as vítimas, conseguindo assinaturas delas para abertura de empresas, na maioria dos casos, óticas. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (18), em Vitória (ES). Após o cumprimento do mandado de prisão, a 4ª Delegacia Regional de Cariacica (ES) contribuiu no andamento dos trâmites administrativos referentes ao caso.

Segundo a delegada Lauana Guedes, as investigações tiveram início após os registros de ocorrência. O inquérito policial foi instaurado em outubro de 2020. “Ele conseguia a confiança de pessoas humildes, dizendo que estava precisando de empregado e que tinha gostado do currículo de determinado funcionário”, mencionou.

Em seguida, conforme relatou Lauana Guedes, as vítimas acabaram assinando papéis, que, na verdade, as constituíam como proprietárias de empresas. “Assim, ele possui diversas empresas. Em nome de uma das vítimas ele possui dez óticas. E foi mais além. Conseguiu com que parentes dessas vítimas cedessem documentos”, complementou.

De acordo com a delegada Suirá Paim, o procedimento investigativo apurou que ele estava na Região Sudeste. “Ele abria uma rede de empresas para aplicar golpes. Durante as investigações, foi apurado que ele tinha se deslocado para o Espírito Santo, onde já haviam novas empresas e ele estava atuando como pastor naquele estado. Assim, foi deslocada uma equipe coordenada pela delegada Lauana para efetuar a prisão dele”, revelou.

Ainda de acordo com Lauana Guedes, foram abertas diversas empresas em nome das vítimas. “Ele conseguiu fazer o mesmo com um pintor e constituiu 13 empresas laranjas. Ele não pagava impostos. O faturamento era em torno de R$ 20 mil. Mas, juntando todas as empresas era de R$ 15 milhões”, evidenciou. O investigado foi preso e será encaminhado de volta para Sergipe.

Fonte: SSP/SE

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