Falta de perícia suspende julgamento de Cabo Amintas

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Cabo Amintas acusado de instigar o crime (Fotos: Portal Infonet)

A ausência de uma perícia médica suspendeu o julgamento do Cabo Amintas Oliveira, vereador de Aracaju, réu em processo judicial por tentativa de homicídio ocorrido no ano de 2005 contra o músico Marcos Morais. O júri popular estava marcado para esta quinta-feira, 7, mas o promotor Flaviano Almeida destacou a importância da perícia médica para avaliar as consequências do crime. A vítima foi atingida na cabeça por um tiro e sobreviveu. “Foi um milagre”, considera Susy Morais, irmã da vítima, referindo-se à recuperação do músico.

Com a manifestação do promotor de justiça, a juíza Soraia Gonçalves de Melo suspendeu a sessão de julgamento, mas não marcou nova data, para aguardar a conclusão das diligências solicitadas pelo representante do Ministério Público Estadual. Na sessão de julgamento, a vítima se comprometeu a apresentar os exames completares exigidos pelo Instituto Médico Legal (IML) em um prazo de 20 dias.

O cabo Amintas figura, na condição de réu na ação penal, como uma espécie de mentor do crime. Conforme os autos, o policial militar teria “instigado” o autor a disparar o tiro contra o músico. O autor do disparo, identificado como Antonio Matos Neto, morreu em maio deste ano e foi excluído da ação penal, que tramita na 8ª Vara Criminal.

Marcos Morais: marcas da cirurgia na cabeça

O cabo Amintas se declara inocente e acredita na absolvição. "O tiro foi disparado por outro policial e eu estava no momento", conta. No entanto, para a vítima, o cabo Amintas figura como uma espécie de mandante do crime. Marcos Morais revela que tudo começou com a venda de um veículo. “Tudo por conta de uma dívida e foi criada uma situação para ele se livrar da dívida”, conta Marcos Morais, informando que teria vendido o veículo ao policial. “Fui cobrar e fiquei sem carro, sem o dinheiro e quase perdi a vida”, comenta.

O cabo Amintas rebate. “Isso não existe”.

Por Cássia Santana  

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