Faltam funcionários bilíngües nos órgãos de turismo

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Delegacia Especial de Turismo
Alguns pontos de apoio aos turistas da capital têm carência de funcionários bilíngües. A constatação foi feita através de visita da equipe do Portal Infonet a alguns desses órgãos. Essa carência acaba sendo suprida pela boa vontade dos funcionários que usam a criatividade para tentar se comunicar com os estrangeiros, mas a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) ainda não tem previsão de contratação de funcionários com fluência em algumas línguas estrangeiras.

Na Delegacia Especial de Turismo, localizada na Orla de Atalaia, existem 26 funcionários dos quais apenas uma escrivã fala espanhol, afirmou  Bela.Queren-Apuque dos Santos, chefe de cartório da Delegacia. “A gente tenta interpretar, até pelos gestos. Quase

Bela.Queren-Apuque dos Santos
sempre consegue. Nunca houve situação embaraçosa porque na maioria das vezes eles chegam acompanhados”, explica Bela. 

A comunicação gestual também é a saída encontrada pelas funcionárias do centro de Informações Turísticas, também localizado na Orla. “Não são muitos os casos, porque grande parte vem com guias. Mas quando acontece a gente faz o que pode”, afirma Fabiana Rodrigues, uma das funcionárias do local. “A maioria das informações que precisa, o turista estrangeiro obtém no aeroporto”, completa.

No centro de informações do Aeroporto Santa Maria apenas o funcionário da tarde possui fluência em inglês. E quando precisa utilizar serviço de táxi, o turista estrangeiro também pode enfrentar grandes problemas de comunicação. “Não há nenhum motorista bilíngüe na companhia que eu trabalho, e olha que ela é a maior de Aracaju. Também é difícil haver solicitações. Quando aparece uma, a empresa providencia uma intérprete”, afirma Jonathan, taxista da capital.

Centro de Artesanato, no Centro
No posto de atendimento ao turista do Centro de Artesanato, localizado no centro de Aracaju, três funcionários trabalham sem domínio de nenhum outro idioma. “Não tem necessidade”, afirmou Ricardo Alexandre, um dos atendentes, mesmo tendo confirmado antes a freqüente visitação de estrangeiros. “Eles sempre estão com guia turístico”, justificou.

O assessor de comunicação da Setur, Sales Neto, argumentou que a ausência de funcionários bilíngües nas instituições se deve ao término do contrato, no final do ano passado, de quatro pessoas que possuíam fluência em espanhol e inglês. Neto falou que não há previsão de substituição dos mesmos. 

Por Glauco Vinícius e Raquel Almeida

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