Família acusa Huse de provocar morte de idosa

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Idosa estava internada há 12 dias
Maria Rodrigues Oliveira dos Santos, 75 anos, morreu na tarde de segunda-feira, 24, nas dependências do Hospital de Urgência e Emergência João Alves Filho (Huse).

Familiares afirmam que a idosa morreu após receber uma injeção. “A sobrinha dela presenciou uma enfermeira ensinando a outra a realizar a aplicação da injeção. Assim que foi aplicada dona Maria começou a reclamar de dor, ficar pálida, revirar os olhos e pronto”, relatou Cosme de Jesus Santos, cunhado de uma das sobrinhas da vítima.

Cosme ainda informou que após a aplicação, a idosa foi levada as pressas para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas acabou falecendo. “Nós só queremos entender o que foi que aconteceu, porque ela estava bem, conversando normal e de uma hora para outra recebe uma injeção, passa mal, vai para UTI e morre? Que remédio foi esse que aplicaram?”, questionou o familiar.

Cosme diz que a família quer saber que remédio foi aplicado
De acordo com Cosme, Maria Rodrigues havia sido internada há doze dias no Hospital, após sofrer uma queda e fraturar perna. “Ela estava com a perna fraturada aguardando operação, mas estava muito bem, consciente e conversando”, relatou.

O corpo de Maria Rodrigues foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde os familiares aguardavam a liberação para o sepultamento, que será realizado na cidade de Santa Luzia do Itanhy, onde residia a idosa.

Huse

A assessoria de comunicação do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) informou que vai aguardar os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para apurar com precisão a morte da paciente.

Também foi informado pela assessoria que durante o período em que ficou internada no hospital, a paciente foi medicada com antibióticos e analgésicos para evitar infecção e dores corporais, respectivamente.

A assessoria ainda informou que a direção do Huse não acredita que dona Maria Rodrigues veio a óbito devido à aplicação de uma injeção na segunda-feira, 24. O mais provável, segundo o hospital, é que a morte tenha sido causada por embolia pulmonar.

A diretoria técnica do Huse deve, ainda nessa terça-feira, reunir os profissionais envolvidos no tratamento para levantar informações mais detalhadas sobre o assunto. O superintendente da unidade hospitalar, Francisco Claro, e demais diretores, lamentaram a morte da paciente.

Por Alcione Martins e Carla Sousa

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