Família e amigos clamam justiça contra assassinos

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Zelador seguia de bicicleta para o local de trabalho (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

O clima é de comoção e de revolta no local onde o zelador de condomínio Rodrigo José da Silva, 32, foi assassinado a tiros na manhã desta terça-feira, 3, no Mosqueiro, em Aracaju. Os amigos reclamam da falta de segurança na cidade e clamam por justiça com o sentimento de que a impunidade tem contribuído para mortes prematuras e toda espécie de violência, que está em escala crescente em todo o Estado.

O zelador foi morto a tiros quando seguia na avenida Domingos Maia, no Mosqueiro. Ele guiava uma bicicleta e se dirigia para o local de trabalho, um condomínio existente nas imediações, quando foi surpreendido pelos tiros. O crime teria sido praticado por dois homens que se aproximaram da vítima em uma motocicleta, mas as informações não são precisas porque a lei do silêncio impera no local do crime. “O pessoal é muito melindroso para falar, ninguém se manifesta”, ressaltou o cabo Bonfim, que integra a equipe da 2ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar.

O zelador deixa esposa e três filhos, com idade entre um ano e onze anos. A mais velha do primeiro casamento e os dois mais novos fruto da relação de uma década com a dona de casa Tamires dos Passos Santos, 27.

Angústia e maus presságios

PM preserva local do crime

Na noite da segunda-feira, 2, em casa o zelador chegou a conversar com a esposa, alertando que sentia dores no peito e que estaria com maus pressentimentos. “Ele falou que sentia uma dor forte no peito, que estava com angústia e disse que ia morrer, que estava com um pressentimento ruim”, revelou a dona de casa Tamires dos Passos. Apesar de revelar os maus presságios, o zelador não deu maiores explicações sobre o sentimento daquele momento.

Na manhã desta terça-feira, 3, o zelador não modificou a rotina. Depois do café da manhã, pegou a bicicleta e saiu para o trabalho. “Eu estava em casa e minha irmã telefonou contando”, revelou, entre lágrimas, numa referência ao assassinato. “Ela [a irmã] estava aqui no Posto de Saúde, ouviu os tiros e veio ver”, ressaltou.

Ninguém compreende o motivo do crime. Amigos e familiares da vítima entoam a mesma frase: “um rapaz trabalhador, não merecia morrer assim”. As pessoas cobram medidas para combater a violência e empenho da polícia para identificar os criminosos, mas não escondem o sentimento de que a impunidade continua prevalecendo.

Assassiinato assusta comunidade

“O que a gente quer é que a lei desse país mude”, desabafou a dona de casa Mônica Reis, amiga da família do zelador. “Muitos inocentes vão embora e a lei do Brasil é falha: de menor faz o que quer, a polícia prende e no dia seguinte a justiça solta, a impunidade reina”, resumiu, clamando por justiça.

Por Cássia Santana

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