Família reclama da morosidade para liberação de corpo

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IML: sem coleta de material da famíia (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O caseiro Antonio Ferreira de Andrade, que tem idade inferior a 50 anos, foi assassinado a tiros e teve corpo carbonizado no dia 30 de março deste ano, mas até o momento os restos mortais não foram sepultados por falta de identificação oficial, permanecendo no Instituto Médico Legal (IML) para desespero dos familiares.

A família compreende a complexidade, uma vez que há necessidade de identificação do corpo que deve ser feita por meio do exame de DNA (ácido desoxirribonucléico), mas não entendem a morosidade para a coleta de material dos familiares para que o exame seja efetivamente realizado. O encanador Carlos Souza Andrade, filho da vítima, não esconde o desespero e as lágrimas. “A gente já veio aqui várias vezes. Já veio eu, minha tia que é irmã dele e ninguém faz a coleta do material”, reclama o encanador.

No IML, o encanador é sempre orientado a aguardar em casa porque a equipe, posteriormente, convocará a família para a coleta de material. “E a gente fica neste sofrimento esperando e ninguém faz nada. Nem o direito de enterrar o corpo do meu pai, a gente tem”, desabafa, entre lágrimas.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que o diretor do IML, Raimundo Melo, assegura que nenhum parente da vítima procurou o instituto para adotar as medidas cabíveis para a coleta de material genético. A assessoria garante que o IML só foi procurado nesta sexta-feira, 6, e que o material foi recolhido e encaminhado para o Estado de Minas Gerais, onde o exame será realizado. E a expectativa, segundo a assessoria, é que o resultado seja divulgado em 30 dias.

*A matéria foi alterada às 11h14 desta sexta-feira, 6, para incluir manifestação da assessoria de imprensa da SSP

Por Cássia Santana

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