Familiares procuram freira sergipana que está no Haiti

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Freira que está no Haiti não manteve contato com familiares em Aju
Apreensivos e bastante abalados, familiares da irmã Rosevânia buscam apoio na fé para tentar vencer a espera por uma ligação da missionária que está em uma Ilha próxima à capital Porto Príncipe, no Haiti. Desde a última terça-feira, 12, quando um terremoto deixou milhares de feridos e mortos, que a família da missionária tenta um contato com a religiosa, mas não tem sucesso.

A freira Rosevânia da Conceição é dedicada à vida religiosa há mais de 20 anos e está no Haiti há quatro anos. A missionária é voluntária no Centro de Nutrição. De acordo com a irmã da freira, Maisa Conceição, a Madre Superiora, manteve contato a família por meio da internet na última quarta-feira, 13, e pediu que todos tivessem fé.

Maisa Conceição aguarda notícias sobre a missionária
“Foi um contato muito rápido, onde a madre disse que ela havia sido encontrada e que ela estava abalada e confusa, mas estava bem. Estamos aliviados, mas queremos ouvir a voz dela para ter certeza que está tudo bem”, pede Maisa.

Muito católica, a irmã da missionária se emociona ao lembrar as palavras da Madre Superiora. “Pedimos que orem e tenham fé”, conta Maisa Conceição, salientando que a situação no Haiti é bastante difícil.

“A minha irmã desejou muito ir para o Haiti porque ela sabia das condições de vida daquele povo. Lá não tem telefone fixo, a energia é solar e chove muito, o que dificulta o contato através da internet”, explica.

A freira sempre com um sorriso no rosto atua no Haiti há 4 anos / Fotos:Portal Infonet
Trajetória

A irmã Rosevânia está fora do país há pelo menos 12 anos, período em que desenvolveu trabalhos missionários em países como Portugal, França e o Haiti. Natural de Capela, município sergipano distante 67 Km da capital, a missionária na Congregação Franciscana de Itabaiana e no Instituto Luisa Mabele, localizado no bairro Industrial em Aracaju.

“Ela sempre trabalhou com crianças carentes. No Haiti a pobreza é muito grande, são crianças desnutridas, muitas portadoras do vírus HIV, mas a minha irmã está muito feliz em poder ajudar aquelas crianças”, lembra Maisa, ressaltando que a última vez que a freira esteve em Sergipe foi em dezembro de 2008.

Por Kátia Susanna

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