Famílias de detentos protestam em frente a presídio

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Parentes se concentram na porta do Copemcan (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Familiares dos detentos do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan) realizam uma manifestação na frente do presídio em São Cristovão reivindicando o direito de visita. Eles relatam que foram impedidos de entrar no presídio em decorrência da greve dos agentes penitenciários. No Cadeião e no Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro, houve motim na noite desta quinta-feira, 5, contido durante a madrugada, segundo informações do vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Secretaria de Justiça (Sindpen), Marcelo Soares.

Parentes dos detentos permanecem concentrados na porta do Copemcan aguardando a liberação para a visitação. Os agentes penitenciários não estão permitindo a visitação devido à paralisação. “O secretário foi leviano em colocar as visitações nas unidades dentro deste clima de muita tensão”, conceituou o vice-presidente do Sindpen.

Cleide denuncia descaso em presídio

O impedimento da visita causou revolta. A senhora Maria Domingas dos Santos saiu de casa nesta sexta-feira, 6, no município de Arauá e gastou R$ 60 com o taxi que fretou para visitar o filho no Copemcan. “Eu tomo remédio controlado toda hora e chegou aqui eles não deixaram eu ver meu filho que está aí há dois anos”, desabafou, aos prantos.

“Aqui, quando a gente diz que tem problemas de saúde e que toma remédio controlado, eles zombam da gente e dizem que lugar de doente é em casa”, reage Cleide dos Santos, que foi visitar o irmão que está preso no Copemcan há 2 anos e nove meses. “A gente não tem governo, não tem secretário e quem manda são os agentes”, comenta Gilvanete Silva que tenta entregar produtos de higiene pessoal e alimentação ao filho que está detido há cerca de um ano.

Sejuc

Gilbanete: sem governo

A assessoria de imprensa informou que a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) responsabiliza os agentes penitenciários pelos transtornos e considera a paralisação ilegal. A assessoria orienta as pessoas prejudicadas e que sofreram maus tratos a formalizar denúncia junto à Sejuc para que seja aberta sindicância contra os acusados.

A Sejuc confirmou a rebelião ocorrida no Presídio Feminino e garantiu que está adotando medidas, buscando apoio da Polícia Militar, para regularizar a visitação nas unidades ainda nesta sexta-feira, 6, mas não informou a previsão.

Por Cássia Santana

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