Famílias deixam flat e tomam avenida

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Famílias deixaram flat e tomaram avenida
As famílias que ocuparam o flat Atalaia durante 45 dias foram orientadas pelo Movimento dos Trabalhadores Urbanos (Motu) a desocuparem o prédio de forma pacífica e não darem entrevistas. Mas durante a reintegração do prédio localizado em uma área nobre da capital, na manhã desta quinta-feira, 15, muitas famílias mostraram no rosto o desespero de um futuro incerto.

Durante a desocupação a equipe do Portal Infonet encontrou com dona Suely Nascimento de Lima, de 56 anos, que no mês de junho relatou temer deixar o local. Com o olhar fixo nas netas, a dona de casa preferiu não conversar sobre o assunto novamente, mas afirmou que não sabe para onde vai e que pretende ficar com os móveis na rua.

A reintegração foi acompanhada de perto pelo oficial de justiça Cleriston Alves Oliveira. A

Mulher passa mal e é atendida pelos bombeiros
representante do Motu, Núbia Santana, se emocionou ao falar sobre a situação das crianças que deverão ficar acampadas no meio da avenida. “Não gosto nem de falar em criança porque fico emocionada. É uma situação muito difícil porque ninguém do poder público compareceu aqui e essas pessoas não têm para onde ir”, destaca.

Ao presenciar os poucos móveis tomando as calçadas da avenida Mário Jorge, a dona de casa identificada com o prenome Maria passou mal e foi amparada pelos moradores que levaram a mulher até a equipe do Corpo de Bombeiros onde ela recebeu atendimento.

Para tentar amenizar o clima de despejo e humilhação dos pais,

A pequena Maria Clara acompanha tudo tranquila (Fotos: Portal Infonet)
o Motu tentou colocar as crianças em uma sala onde uma educadora fazia brincadeiras e cantava. Entretanto, a maior parte dos pequenos acompanharam assustados e sem compreender o que se passava ao redor. Esse é o caso da recém nascida Maria Clara, que com menos de um mês dormia no colo de uma amiga da mãe.

Na tarde desta quinta-feira, 15, o oficial de justiça Cleriston Alves confirmou que a reintegração já foi cumprida e que, após as famílias terem desocupado o flat, foi feita uma vistoria com a tropa de choque da Polícia Militar e o prédio foi entregue aos proprietários.

 

 

Por Kátia Susanna

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