Manifestantes fazem acordo com Governo e desocupam Seidh

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Reunião ocorreu no Palácio dos Despachos (Foto: Portal Infonet)

As famílias que haviam ocupado a sede da Secretaria de Estado Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Diretos Humanos (Seidh) na manhã desta sexta-feira, 9, para cobrar o pagamento regular de auxílio-moradia, decidiram deixar o prédio após negociação com representantes do Governo do Estado.

“Essa reunião foi muito proveitosa, pois o Governo se comprometeu a pagar o auxílio moradia todo dia 30 de cada mês”, destaca Maurício Cantil, que é um dos líderes do movimento. Ele também informou que ficou definido um encontro na próxima semana, sem data definida ainda, para discutir um projeto de habitação para as famílias. “Tem alguns terrenos do município e do estado que estão desocupados. Vamos nos reunir com a Secretária de Assistência Social com objetivo de definir um plano habitacional para termos a oportunidade de sair do aluguel”, avalia.

Em nota enviada à nossa equipe, o Palácio dos Despachos informou que há dois anos enviou um projeto de construção para casas populares ao Ministério das Cidades, mas que até hoje não obteve resposta. “O secretário Felizola [da Casa Civil] disse que há dois anos Sergipe não recebe recursos para construção de casas populares. Ele propôs fazer uma reunião com representantes da Prefeitura de Aracaju e os movimentos por moradia para buscar uma solução conjunta para o problema”, destaca. “Felizola disse também que o governador Belivaldo Chagas autorizou atender as reivindicações do movimento e o impasse foi imediatamente solucionado, com a suspensão da ocupação da Seidh pelos sem teto”, finaliza.

As famílias ocuparam a sede da Secretaria de Estado Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Diretos Humanos (Seidh) para cobrar a regularidade no pagamento do auxílio moradia. A manifestação foi realizada por famílias das comunidades Terra Prometida, 17 de dezembro, Nasce a Esperança, Novo Amanhecer, Mangabeira e Nova Liberdade. Após reunião entre a comissão de lideranças do Movimento Luta por Moradia Popular e os gestores da Gestores da Casa Civil, Infraeatrutura, Fazenda e Inclusão e Assistência Social, as famílias decidiram deixar o local.

por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

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