Famílias do Casarão aguardam pelo auxílio-moradia

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Famílias prometem restir à desocupação (Foto: Arquivo Infonet)

As 300 famílias que ocupam que residem no Casarão do Parque alegam que estão convivendo sob a expectativa de serem despejados sem o pagamento do auxílio-moradia. No último dia 06 de abril, a reintegração de posse do local, mobilizou os ocupantes que se negaram a sair. Sem ter para onde ir, as famílias prometem resistir à reintegração.

Uma das representantes dos ocupantes, Maria Eulina, reclama da demora para receber o benefício e que as famílias passam por dificuldades. Segundo Eulina, o local representa risco para os idosos, crianças e deficientes. “Ainda não recebemos o auxílio moradia e estamos com medo de ter que dormir na rua. Falta comida, a água é pouca e a iluminação a gente improvisou, mas a situação aqui é muito difícil e precária”, reclama.

No último dia 4 de abril, a juíza da 3ª Vara Civil, Simone de Oliveira Fraga, concedeu liminar em favor das famílias do Casarão do Parque. A liminar foi movida pela Defensoria do Estado de Sergipe, a qual solicita que a Prefeitura Municipal de Aracaju disponibilize um local digno e concessão de auxílio moradia as famílias que ocupam o prédio.

Suspensão da liminar

Maria Eulina "Queremos o auxílio-moradia"

Em entrevista à reportagem do Portal Infonet, no último dia 7 de abril, o procurador do município, Carlos Pina, esclareceu o município recorreu da decisão. Segundo o procurador, foi feito um pedido da suspensão dos efeitos da liminar que obriga ocadastro das famílias.

Ainda segundo ele, é preciso que seja feita um cadastro e que os critérios e requisitos sejam preenchidos, para que o auxílio seja concedido. “O município não é contra a cobrança do auxílio-moradia, mas as famílias devem atender a requisitos para conseguir esse auxílio. Vamos aguardar a decisão, que deve sair ainda esta semana”, explica Carlos Pina Júnior.

Por Eliene Andrade

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