Famílias do Conjunto Itacanema serão despejadas

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Famílias pedem posse de casas inacabadas (Fotos: Portal Infonet)

Moradores que ocupam as casas inacabadas no Conjunto Itacanema, em Nossa Senhora do Socorro, estiveram na Procuradoria Geral do Município, para reivindicar os imóveis, que, segundo eles, estavam abandonadas. As 264 famílias foram notificadas para que se retirem das casas no prazo de 72 horas.

Um dos líderes da comissão de moradores, Yanko Weacam, voltou a afirmar que as casas estavam abandonas há mais de seis anos e sem estrutura. Ele observou ainda que somente agora, após a ocupação, as autoridades tomaram a iniciativa de terminar às obras. “O secretário está irredutível, mas nós vamos resistir. Não temos moradia e tem muita gente que vive sob viadutos. Estamos lá há 125 dias e vamos permanecer”, ressaltou.

De acordo com o procurador Carlos Krauss, foi solicitada ao Município a reintegração de posse, que já está em com o oficial de justiça. “Não há possibilidade, no ponto de vista jurídico, de deixar essas casas para eles, já que as casas são destinadas aos moradores do Conjunto Jardim. Foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta- TAC, que foi assinado no Ministério Público Estadual. Portanto, o município não pode descumprir uma ordem judicial e o Prefeito pode ser preso se descumprir uma ordem judicial”, explicou Krauss.

Procurador Carlos Krauss recebem as famílias e garantiu nova reunião

Ainda segundo o procurador as obras serão retomadas, já que três empresas desistiram do projeto. “Três empresas desistiram da obra e cada desistência gera uma burocracia, mas o processo já testava tramitando para concluir as obras das casas. Eu pedi que a comissão de moradores voltem até aqui , para que façamos uma reunião com o secretário. Contudo, não podemos garantir que eles permanecerão nas casas. Eu pedi para o oficial de justiça que a aguarde até a próxima reunião para cumprir o mandato que seria de 72 horas”, conclui.

As famílias invadiram os 264 imóveis que estão sendo erguidos no Conjunto Itacanema, em Nossa Senhora do Socorro em fevereiro deste ano. Os imóveis foram construídos para atender pessoas que moravam em áreas classificadas de risco nas regiões da Lagoa de Estabilização da Companhia de Saneamento (Deso) e da Caixa D´água.

Por Eliene Andrade

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