Famílias que ocupam hotel prometem resistência

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256 famílias continuam no hotel inacabado na Orla
Um dia após o prazo estabelecido para que as 256 famílias que ocupam uma obra inacabada de um hotel na Orla de Atalaia deixem o local, a situação permanece a mesma. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Urbanos (Motu), as famílias não sabem que destino deverão tomar se a ordem de desocupação for cumprida.

Segundo o representante do Motu, Silvanei de Jesus, em entrevista ao Portal Infonet nesta sexta-feira, 25, nenhum representante do Governo esteve visitando as famílias. Silvanei alerta para o grande número de pessoas que estão abrigadas no hotel. O representante do Motu alerta que no prédio estão 197 crianças, 17 idosos, 14 gestantes e 8 portadores de deficiência.

“Apesar dessas famílias ficarem tensas com a ordem de despejo, a orientação do movimento é que permaneçam levando o cotidiano de forma normal. Infelizmente se acontecer algo negativo quem será responsabilizado é o poder público, porque um dia após a ocupação foi protocolado ofício para diversos órgãos e até agora não recebemos a visita de ninguém”, destaca.

O representante do Motu ressalta que apesar de estarem ocupando uma obra particular, o objetivo é denunciar a paralisação do hotel. “Os donos dos apartamentos talvez estejam vendo a gente como inimigos, mas o nosso objetivo é alertar para essa obra que está paralisada há quase 10 anos sem nenhum fim social, queremos até que a obra seja finalizada, mas precisamos alertar para a falta de políticas habitacionais para pessoas carentes”, salienta.

Ocupação

Cerca de 800 pessoas ocuparam o prédio desde o último dia 3 de junho. O MOTU acolheu todos que chegaram ao prédio e que não tinham moradia. As famílias passaram por uma entrevista e foram alojadas em 138 apartamentos, além de duas salas amplas.

Por Kátia Susanna

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